19 de maio de 2012

Opiniões de quem não tem opinião

António-Pedro Vasconcelos, outro praticante do benfiquismo remunerado, tocou num ponto interessante no artigo de opinião (não necessariamente dele) que assina no jornal Record. Desse artigo destaco apenas o que me dá mais um motivo para acreditar que a máquina de propaganda benfiquista é baseada na máquina de propaganda nazi: «Ele sabe que é uma calúnia. Grave. Mas, tal como Jardim, na sua ilha, acha que pode dizer o que quer porque pensa, como Goebbels, que “uma mentira muitas vezes repetida torna-se verdade”.». Senão vejamos:

António Carraça - «Por que é que a nossa arbitragem erra em momentos decisivos?»
Jorge Jesus - «São erros que valem o campeonato.»
João Gabriel - «O título do FC Porto deste ano é um tributo da arbitragem»
Artur Moraes - «Não nos deixaram ganhar»
Rui Gomes da Silva - «Incompetência ou falta de seriedade»
Bruno César - «Houve coisas que nos prejudicaram»
Rodrigo - «A arbitragem condicionou-nos um pouco»
Matic - «Fomos vítimas de arbitragens, no mínimo, desastradas»

Penso que não é errado dizer que não se trata de uma coincidência o cineasta referir o nazi Goebbels quando no Benfica se está a utilizar as tácticas nazistas de lavagem cerebral e indução em massa para descredibilizar a vitória do FC Porto no campeonato.

Quem será o próximo a repetir a mentira? Será o Nazi Javi Garcia? A resposta virá nos próximos dias.

17 de maio de 2012

Pensar 2012/2013

Agora que terminou a longa época de 2011/2012 chegou a altura de preparar a que aí vem. Foi notório para todos que o plantel não era equilibrado, saltando à vista a falta de opções para o meio-campo. Penso que a primeira prioridade da SAD devia ser conseguir reforçar este sector e garantir que os quatro médios actuais (Fernando, Defour, Lucho e Moutinho) ficam no plantel para a próxima temporada.

Depois de quatro temporadas de dragão ao peito, parece que chegou a altura de Hulk sair. Embora nunca seja fácil ver partir um dos melhores jogadores de sempre - não só do clube mas de toda a liga -, os adeptos do FC Porto parecem agora aceitar a ideia que é a altura ideal para vender o Incrível. Os responsáveis azuis-e-brancos têm aqui a tarefa ingrata de tentar arranjar um substituto para um jogador que é ímpar no futebol mundial. Caso se confirme este cenário, é prioritário proteger o novo jogador para que este não acuse a pressão de ser o substituto do Hulk. Grande parte do insucesso de Kléber neste primeiro ano no Dragão deveu-se à pressão adicional de ser o substituto de Falcao.

A defesa deve ser um sector com muitas mexidas. Rolando e Álvaro Pereira não escondem a vontade de sair e, ao que tudo indica, Sapunaru e Otamendi são negociáveis. Restam Danilo, Maicon, Mangala e Alex Sandro. Todos eles dão garantias e isso dá-me algum conforto. Existem boas opções na própria Primeira Liga para reforçar a linha defensiva, por isso penso que não será difícil encontrar bons jogadores para este sector.

A baliza conta com Helton, nada mais nada menos que o melhor guarda-redes a jogar em Portugal. O brasileiro já disse que quer continuar, assim sendo será dele a titularidade na época 2012/2013. Isto em condições normais, claro.

O ataque é o sector que mais dúvidas levanta. Cristian Rodríguez é para já a única saída confirmada e há muitos jogadores apontados pela imprensa como estando a caminho. Certa deverá ser a vinda de um ponta-de-lança para se juntar as actuais alternativas, Kléber e Janko.

Preferi não apontar nomes para possíveis reforços das posições mais carenciadas pois não possuo conhecimento acerca do estado das finanças do clube nem dos jogadores que estão disponíveis no mercado. A única coisa que posso fazer é mostrar o meu desejo de ver o Chistian Atsu, o Castro e o Miguel Lopes no novo plantel.

Quanto à equipa B, há indicações na imprensa que nos permitem concluir que será uma realidade. Uma óptima oportunidade para formar um plantel principal mais curto, com mais qualidade e a usar a equipa B como complemento. Cerca de vinte e dois elementos seria o ideal. Quanto à equipa B, espero que seja formada na sua esmagadora maioria por jovens provenientes da formação.

Penso que este será um verão agitado no Dragão, quer a nível de compras como de vendas de jogadores. A SAD tem agora a missão de reformular um plantel bicampeão, mas que precisa de sangue fresco para continuar a vencer.

15 de maio de 2012

Carta Aberta a Vítor Pereira

Quando recebi a notícia que André Villas-Boas aceitou a proposta do Chelsea, o meu primeiro pensamento foi que toda a equipa técnica seguiria viagem para Londres. Então fiquei preocupado porque não estava a ver onde seria possível arranjar um treinador tão perto de começar a época. Foi então que surgiu a notícia que seria você o novo treinador.

No começo sentiu-se alguma falta de experiência em lidar com a imprensa, o que fez com que muita gente ficasse com uma imagem errada de si. Felizmente essa lacuna foi sendo preenchida ao longo da época e nota-se que a mensagem agora saí com mais fluidez quando comparado com o início da temporada.

A herança de André Villas-Boas era pesada e com a saída de Falcao mais pesada ficou. A equipa começou com exibições algo cinzentas frente ao Vitória de Guimarães, na Supertaça e no campeonato, e frente ao Gil Vicente para o campeonato. Com a primeira boa exibição chegou a primeira derrota, 0-2 frente ao poderoso Barcelona na Supertaça Europeia, mas depois desse jogo a equipa teve alguns jogos a jogar bom futebol, mesmo no empate a zero frente ao Feirense.

A primeira desilusão chegou na recepção ao Benfica. Os adeptos não gostaram nada de ver a vantagem de um golo desaparecer por duas vezes, ainda para mais depois de uma primeira parte de luxo onde o Benfica nem sabia o que fazer. A partir daqui a equipa começou a ficar instável e com isso acabou por ser eliminada da Liga dos Campeões e da Taça de Portugal.

Foi precisamente depois do jogo de Coimbra, que você tão bem referiu, que se viu uma nova atitude em grande parte dos jogadores. Só assim foi possível chegar ao mercado de Janeiro com as aspirações na liga intactas. E foi precisamente em Janeiro que chegaram Danilo, Janko e Lucho. Se o primeiro não contribuiu muito por causa da lesão, já os dois últimos foram fundamentais pois trouxeram a experiência que faltava aquele que era o grupo com a média de idades mais baixa da Primeira Liga. Já para não falar das saídas de Fucile, Guarín, Souza, Walter e Belluschi que trouxeram um pouco mais de paz ao balneário. As lesões é que nunca deixaram o grupo em paz e estiveram bem presentes durante toda a época. Este ano até o Hulk se lesionou!

Admiro a sua coragem por nunca ter fugido às balas. Houve uma altura - depois da derrota em Barcelos e da eliminação na Liga Europa - em que o caminho mais fácil para si teria sido a demissão, mas a sua persistência valeu-lhe o título de campeão. A si e a todos nós, pois duvido que o plantel resistisse a uma troca de treinador nessa altura. Durante a época tive oportunidade de o defender aqui no meu blogue e hoje estou contente por o ter feito.

Na altura, apesar de não conhecer com pormenor o seu percurso no futebol, fiquei contente com a aposta em si pois, além de ser portista, já conhecia o clube e o plantel. Neste momento, e apesar das palavras de Pinto da Costa serem no sentido da sua permanência, há muita especulação em torno do seu lugar como treinador do nosso FC Porto. Uma vez mais espero que lhe seja dada uma nova oportunidade.

Caso continue como treinador do FC Porto na próxima temporada, a pressão sobre si será maior. Não se preocupe, a experiência de uma época como a que agora terminou ajudá-lo-á a resolver os problemas à medida que forem aparecendo. E, pela primeira vez desde que está no FC Porto, terá a oportunidade de treinar um grupo escolhido por si.

E lembre-se, enquanto houver portistas como você o FC Porto não morrerá.

14 de maio de 2012

A união faz a força

No meu último post (Rui Santos, o pseudo-intelectual) alertei para o facto de as prostitutas intelectuais afectas ao Benfica estarem a apelar a uma união entre benfiquistas e sportinguistas contra o FC Porto.

Espero sinceramente que esta operação de charme junto dos sportinguistas resulte e que ambos os clubes se juntem contra o FC Porto.

Na imagem ao lado temos a habitual diarreia mental de Domingos Amaral. Reparem como também ele sentiu necessidade de passar a mão pelas costas dos sportinguistas.

É engraçada esta maneira de pensar por parte deles. Será que depois da fusão entre o Sport Lisboa e o Grupo Sport Benfica iremos ter uma fusão entre o Sport Lisboa e Benfica com o Sporting Clube de Portugal? A ideia até não está má. Clube Sporting Lisboa e Benfica de Portugal. Com esta fusão o FC Porto teria de esperar mais umas décadas para ser o clube com mais títulos, assim os benfiquistas poderiam ficar mais descansados.

Os sportinguistas passavam a apresentar-se como benfiquistas e a dizer com orgulho "sou adepto do maior clube do mundo, o Clube Sporting Lisboa e Benfica de Portugal!". Luís Filipe Vieira seria o presidente do CSLBP e chegaria assim à tão desejada marca de 300 mil associados. Apesar de tudo o FC Porto continuaria a ser o clube português com mais títulos internacionais.

O que é certo é que os praticantes do benfiquismo remunerado continuam a espalhar a palavra e já se notam efeitos.

Na minha habitual visita a alguns blogs deparei-me com alguns posts onde benfiquistas e sportinguistas apelavam a um trabalho conjunto entre as SAD dos dois clubes para atacar o FC Porto, dos quais destaco este:
«Os Loucos de Lisboa

Uns acham que está tudo bem, continuam a apoiar o presidente que dez anos depois não devolveu o clube aos grandes títulos com a frequência que prometera. Outros festejam exuberantemente um 4º lugar no campeonato. São os loucos de Lisboa. Não se ponham a pau que vai voltar brevemente aquela conversa do campeonato da 2ª circular.

A incapacidade de auto-crítica que existe dentro de Benfica e Sporting é assustadora. Nós continuamos a achar que tudo corre a nosso favor, continuamos a ser os maiores, as arbitragens desculpam tudo, o presidente é o melhor que nos podia ter acontecido, se despedir o treinador faz bem porque sim e se o mantiver faz bem porque sim. Em Alvalade continua o ódio e a obcessão doentia com o Benfica. Filhos desta, filhos daquela, festejam-se títulos do Porto, a descendência de Roquette (Franco, Bettencourt e Godinho) continua a espalhar miséria e a delapidar o património, o clube está uma confusão mas o que interessa é olhar para o Benfica, fomentando e alimentando um ódio patético.

Não olhem para onde está o verdadeiro problema que não é preciso. Está dentro de portas, na falta de organização, de exigência e de competência internas. E está fora de portas, a 300 kms dos estádios da Luz e de Alvalade. Não se unam que o Porto agradece.
»
Isto é apenas mais uma prova da influência que jornais como o Record e A Bola têm junto dos adeptos. Depois ainda se fazem de vitimas quando o FC Porto lhes aponta o dedo. O meu único desejo é que um dia se Sporting e Benfica se unirem então que estes jornais também o façam. Não vale a pena pensar muito no nome, «O Anti-Porto» seria perfeito.