19 de setembro de 2012

Onde aterraste a nave, Lucho?


É o meu primeiro post neste blogue pelo que deixo desde já uma pequena nota pessoal e, ao mesmo tempo, dou o mote para o conteúdo deste texto - sou fã incondicional de Lucho González. A sua saída para o Marselha e o regresso em Janeiro do ano passado figuram entre os momentos mais tristes e felizes da minha vida como portista, respectivamente.

Porém, creio ser impossível ficar indiferente à atitude do Capitão do Futebol Clube do Porto no jogo de ontem. Cada um terá as suas formas de lidar com a perda de um ente querido, se calhar Lucho prefere ocupar  cabeça e distrair-se, ou é mesmo um enorme profissional, ou então, hipótese mais provável, as duas coisas.

Mais do que pedir para jogar, Lucho assinou uma exibição de grande qualidade e onde até pôde dedicar um golo ao pai e cumprir uma promessa. E fez tudo isto com a mesma classe e de sorriso nos lábios. É louvável e não está mesmo ao alcance de todos. Só alguém com o carácter e personalidade do médio argentino seria capaz de tal coisa.

Quando achávamos que não poderiam haver mais provas de profissionalismo e dedicação ao clube, Lucho faz isto e faz com que qualquer adepto, do mais céptico ao mais entusiasta se encha de orgulho - este é dos meus, este é o meu capitão!