12 de fevereiro de 2013

Os retornados

James Rodriguez está em vias de abandonar os cuidados do departamento médico e ser mais uma opção para Vítor Pereira, tal como Christian Atsu, que regressa da CAN.


Ambos os jogadores jogam em posições que, neste momento, são as mais frágeis da equipa e, se em jogos como Vitória ou Gil Vicente não se notou assim tanto a ausência, no passado Domingo foi por de mais evidente essa lacuna.

No 4-3-3 ou 4-qualquer-coisa-parecida-com-um-4-3-3 de Vítor Pereira, os movimentos e dinâmicas criados pelos extremos e alas são fundamentais e, frente à equipa de Olhão, o Porto afunilou em excesso o jogo demasiadas vezes, faltou alguém que corresse e furasse bem pela linha, ou pela ala, e criasse um desequilíbrio em velocidade ou com uma desmarcação bem calculada. Faltou isso e, claro, acerto na hora de atirar à baliza.


Espera-se que, para além de mais opções, a equipa ganhe outra frescura e fulgor no ataque, numa altura em que se aproxima a fase mais delicada da época, sem querer com isto fazer do ganês e do colombiano os salvadores da pátria. É inegável que a equipa tem sofrido, ao longo deste mês e meio, com a falta de opções, e é essencial que haja o maior número possível de jogadores prontos a ajudar.

A dúvida recai agora em saber se Atsu será ou não titular em Aveiro, e se James Rodriguez estará em condições de, pelo menos, ser chamado aos convocados.

11 de fevereiro de 2013

Jogar antes ou depois do rival


Pessoalmente, não considero como uma desvantagem declarada jogar depois do adversário directo. Se por um lado pode acrescentar alguma pressão em caso de vitória do rival, é uma motivação extra quando este perde pontos.

Ou talvez não.

Ontem, a equipa de Vítor Pereira teve uma oportunidade de ouro para cavar um pequeno, mas precioso, fosso de dois pontinhos para o Benfica, mas viu essa ambição esbarrar na falta de eficácia e nas luvas de Bracali. Tal como já tinha acontecido logo na ronda inaugural com o empate em Barcelos, e igualando o resultado do Benfica no dia anterior.
Tal como aconteceu na época passada em que não soubemos aproveitar o empate do adversário, precisamente contra o Olhanense, empatando na Mata Real.

Em todos esses jogos o F.C.Porto fez por ganhar mas a falta de eficácia falou mais alto, principalmente no jogo de ontem. Foram 29 remates e, desses, 16 foram parados por Bracali, sendo que Jackson ainda se deu ao "luxo" de falhar um penalty. Enfim, jogos que acontecem a todas as equipas, todos os anos.

Mas, para além do desacerto ofensivo, chamou também à atenção uma estranha intranquilidade e nervosismo da equipa, que aumentou a cada minuto e a cada oportunidade falhada. Frustrante tendo em conta o contexto em que inseria este jogo depois do que aconteceu na Choupana.

Teria o Porto vencido tranquilamente se o Benfica também o tivesse feito?