2 de março de 2013

Uma imagem vale mais que mil palavras - 02/03/2013

1 de março de 2013

Em Alvalade para ganhar


Depois de conhecida a convocatória de Vítor Pereira para a deslocação a Alvalade, o universo portista ficou de imediato em sobressalto devido à não inclusão de João Moutinho na mesma. O internacional português lesionou-se no último treino que antecede o clássico, ficando assim indisponível para ajudar o FC Porto na conquista de mais três pontos na luta pelo título.

É inegável a importância de João Moutinho para a equipa, mas não me parece ser uma situação que justifique uma mudança tão brusca na confiança para este jogo. Se até ao dia de hoje sentia que os portistas, num modo geral, achavam que ia ser um passeio por Lisboa - chegando às vezes a parecer que íamos defrontar uma equipa de um escalão inferior -, depois de conhecida a lesão do Moutinho, dá a sensação que vamos a Old Trafford defrontar o Manchester United e que o Defour se vai estrear agora com a camisola do FC Porto. O Defour já deu provas da sua qualidade e estou certo que será um substituto à altura para o português. Resta-nos agora esperar que a lesão do Moutinho não seja muito grave e que este recupere depressa e bem. Principalmente bem.

Quanto ao jogo em si, é daqueles dos quais nunca se pode esperar grandes facilidades. Estamos a falar de um rival histórico que, por muito mal que possa estar, vai querer aproveitar este jogo para limpar um pouco a sua imagem. Toda a gente sabe que qualquer equipa tem sempre uma motivação extra quando defronta o FC Porto e o Sporting não será excepção. Estou confiante na vitória e estou certo que se jogarmos com respeito pelo adversário e com intensidade, com maior ou menor dificuldade, a vitória será nossa.

28 de fevereiro de 2013

A renovação de Vítor Pereira


Faltando agora poucos meses para terminar o contrato de Vítor Pereira como treinador do FC Porto, começam a levantar-se dúvidas sobre a sua continuidade. Aquilo que na época passada parecia impossível é agora uma realidade: Vítor Pereira não só foi campeão como se manteve à frente da equipa por mais uma época e tem agora a real possibilidade de ver o clube prolongar-lhe o contrato.

Exibicionalmente falando, o FC Porto desta época está muito melhor e mais constante do que na época passada. O plantel parece agora unido e o discurso do seu treinador tem sido sempre bastante assertivo. Se no ano passado tínhamos um futebol sofrível, este ano parece que a equipa percebeu finalmente o que lhe era pedido. Enquanto a maioria dos treinadores, nas primeiras semanas à frente de um clube, diz que os jogadores ainda estão a ganhar mecanismos, o Vítor Pereira sempre disse que a equipa estava a assimilar processos. A verdade é que ao ver o Porto jogar facilmente se percebe que todos sabem o que a equipa tem a fazer, enquanto a grande parte dos jogadores adversários apenas sabe o que ele próprio tem a fazer. É a tal diferença entre assimilar processos e criar mecanismos.

Neste momento o Porto é uma máquina de pressionar que, na maioria das vezes, obriga os adversários a usar o passe directo porque é a única alternativa segura que lhes resta. O nosso sistema de jogo é muito complexo e, na minha opinião, é o ideal face às limitações do plantel. A ausência de médios com capacidade de drible e de extremos que combinem uma forte aceleração com boa capacidade de cruzar, aconselham a procura de espaços interiores por parte destes mesmo extremos, enquanto a largura de jogo é dada à equipa pelos defesas-laterais que contam com o apoio e/ou cobertura dos médios-centro quando se aventuram no ataque. Não é qualquer equipa que consegue fazer o que nós fazemos. Na nossa equipa todos têm liberdade para atacar e todos têm obrigação de defender, e isto é mérito total do treinador.

Não fosse aquele disparate da rotatividade do plantel em Braga no jogo da Taça, e estaria 100% satisfeito com o trabalho do Vítor Pereira no que a esta época diz respeito. Aliás, estou convencido que irá renovar mas, caso não o faça, não sei se vamos mudar para melhor.