9 de março de 2013

A importância das bolas paradas e de marcar cedo


Quantas vezes não ouvimos já dizer que o jogo foi desbloqueado num lance de bola parada? Ou que um golo cedo facilitou a vida à equipa? O golo de Maicon frente ao Estoril foi um exemplo das duas situações combinadas. E resultou de tal maneira que minutos depois o FC Porto chegou ao 2-0 e resolveu o jogo ainda antes dos 15 minutos de jogo. Depois foi só gerir o resultado e o esforço já com os olhos postos na deslocação a Málaga já na próxima quarta-feira.

Tem sido cada vez mais notória a preocupação das equipas em segurar o 0-0 quando defrontam o FC Porto, por isso os lances de bola parada têm de ser vistos pelos nossos jogadores como uma oportunidade de contornar o "autocarro". Para isso temos de aproveitar cada vez mais a capacidade aérea de jogadores como Maicon, Mangala ou Jackson. Numa liga em que as equipas ficam contentes com um ponto em três possíveis, cabe a quem tem por objectivo ganhá-la assumir os riscos do jogo independentemente de jogar em casa ou fora. E já todos nós vimos que só custa entrar o primeiro golo...

6 de março de 2013

Alternativas a Danilo


Chegado ao FC Porto em Janeiro de 2012, Danilo depressa se assumiu como titular no lado direito da defesa e arrancou um punhado de boas exibições que o levaram a ser bastante elogiado um pouco por toda a crítica. Apesar das boas exibições, o brasileiro nunca escondeu que era no meio-campo que se sentia mais à vontade, no entanto sempre mostrou disponibilidade para jogar onde fosse preciso. Os seus problemas começaram quando, em jogo da Liga Europa frente ao Manchester City, se lesionou e desde então nunca mais voltou ao nível que mostrou nos primeiros jogos de dragão ao peito.
De um momento para o outro, o jogador viu-se envolvido em desconfiança por parte dos adeptos e a isso não está alheio o seu elevado custo. A SAD azul-e-branca adquiriu o passe do Danilo por 13 milhões de euros e há ainda acrescentar a isto 4 milhões de euros em comissões de mediação e 2 milhões de euros de prémio de assinatura. São valores muito altos e, de forma indirecta, o jogador está a sofrer com isto.

Estamos a entrar agora na fase decisiva da época e, como referi no post anterior, alguns jogadores começam a acusar algum desgaste. Danilo é claramente um deles. Além do desgaste físico devido à ausência de uma alternativa directa, tem ainda o desgaste psicológico de ser dos poucos jogadores portistas que não conta com a simpatia do público do Dragão.

Numa tentativa de recuperar o jogador física e psicologicamente, penso que seria benéfico dar-lhe algum descanso. Devido à inexistência de uma alternativa directa, deixo-vos as minhas cinco sugestões:


Utilizado durante grade parte da época passada como defesa-direito por Vítor Pereira, Maicon acabou por agarrar o lugar na equipa voltando mais tarde ao centro da defesa, a sua posição natural. Seguro a defender e sem capacidade técnica para dar largura ao jogo portista e criar desequilíbrios no ataques, seria sempre uma opção para um jogo em que fosse necessário um jogador alto extra para defender nas bolas paradas.


Diogo Mateus é um jovem brasileiro que se encontra na equipa B por empréstimo. A contrario de Maicon, é um jogador com mais apetência para o ataque. De baixa estatura e bastante rápido, pode usar a sua velocidade para criar oportunidades de cruzamento. No entanto o maior problema está na sua quase incapacidade de defender, embora tenha melhorado um pouco desde a sua chegada ao clube. Seria apenas de considerar a sua utilização num jogo onde seja de esperar que o adversário se vá limitar a defender.


Sendo neste momento o médio em melhor forma, seria de todo desaconselhado desviar o Fernando para a defesa. No entanto pode ser usado na posição como uma solução de emergência e já deu provas que pode fazê-la com qualidade. Melhorou bastante tecnicamente desde a sua chegada ao FC Porto, mas no entanto a sua capacidade de cruzamento não é ainda a melhor.


Fruto das escolas do FC Porto, David Bruno tem alternado a titularidade com Diogo Mateus na equipa B. Melhor defensivamente e pior ofensivamente que o colega brasileiro, apesar de ter uma capacidade de cruzamento razoável. Tem como principal vantagem o facto de já ter feito duas pré-épocas com a equipa principal.


Contratado originalmente para ser uma alternativa a Fernando como trinco, Steven Defour já deu provas de toda a sua qualidade técnica e táctica ao jogar em todas as posições do meio-campo e ainda como extremo. De todas as opções que apresentei, é talvez a mais improvável e, na minha opinião, a que teria mais hipotese de dar à equipa aquilo que esta precisa: rigor e qualidade na defesa juntamente com a capacidade de aparecer no ataque. O belga, para surpresa de muitos, mostrou uma excelente capacidade em desequilibrar em situações de um-para-um e também uma excelente técnica ao nível do cruzamento. Logo que o Moutinho recupere da sua lesão e volte à equipa, Vítor Pereira devia pensar um pouco sobre esta possibilidade.

5 de março de 2013

Equipas pequenas com um estádio grande

FC Porto e Benfica passaram por grande dificuldades nos seus jogos do passado fim-de-semana. Se aos encarnados a habitual "sorte" não lhes falhou e acabaram por vencer, os azuis-e-brancos deixaram ficar dois pontos na deslocação a Alvalade. Enquanto o Benfica se apresentou na casa do último classificado com o seu onze mais forte, o FC Porto foi a jogo frente ao Sporting privado de Moutinho e Mangala, além de não contar ainda com James e Atsu na melhor forma devido a lesões recentes.

Trouxe o jogo do Benfica à conversa porquê? Porque ambos, Porto e Benfica, entraram em campo com a mentalidade de quem vai defrontar uma equipa pequena com um estádio grande sendo que, neste caso, só o Benfica é que tinha razão e, mesmo assim, só ganhou porque teve os "deuses" do seu lado. Por isso, mais do que as ausências por lesão ou o cansaço de alguns jogadores (Varela, Lucho e Danilo são casos flagrantes), faltou encarar o Sporting como aquilo que ele é: um rival.


Enquanto os jogadores do Sporting entraram em campo com a sentimento de rivalidade bem presente, os do FC Porto encararam este jogo como sendo um jogo normal. Um clássico nunca é um jogo normal. Não importa como está o adversário, o resultado é sempre imprevisível. Alguém devia meter isto na cabeça dos jogadores, porque o primeiro passo para a derrota (empate neste caso) é menosprezar o adversário e desde 2008 que somos melhores que o Sporting, desde 2008 que os menosprezamos, desde 2008 que vamos a Alvalade perder ou empatar.

Não sou da opinião dos que dizem que perdemos o campeonato neste jogo e continuo a achar que somos a melhor equipa da Liga, mas ficámos sem margem de erro. Faltam nove jornadas para terminar o campeonato e sabemos que com nove vitórias somos campeões de certeza. Está na hora de unirmos esforços e puxar todos para o mesmo lado. O Tri está já aí à porta e só depende de nós.

Força, Porto!

4 de março de 2013

Critérios

Tocar a bola com as mãos implica um acto deliberado em que o jogador toma contacto com a bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deve ter em consideração os seguintes critérios:
  • o movimento da mão na direcção da bola (e não a bola na direcção da mão);
  • a distância entre o adversário e a bola (bola inesperada);
  • a posição da mão não pressupõe necessariamente uma infracção;
  • o facto do contacto com a bola ser feito com um objecto que tem na mão (peça de vestuário, caneleira, etc.), não deixa de constituir infracção.
  • o contacto com a bola ser feito através de um objecto lançado com as mãos (bota, caneleira, etc.) também constitui infracção.
Informação retirada do site oficial da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

Depois de ler isto, compare os seguintes lances:

Mesmo jogo, mesma parte, mesmo árbitro, equipas diferentes, decisões diferentes.