22 de junho de 2013

Uma questão de extremos

Ao ver o FC Porto jogar durante a época que agora terminou, saltava à vista a falta de capacidade dos extremos para criar desequilíbrios em em velocidade. Enquanto o Varela passou grande parte da época em má forma, o James sempre preferiu a procura de espaços interiores. Atsu nunca conseguiu ser constante e uma verdadeira alternativa aos dois habituais titulares, por isso Vítor Pereira viu-se obrigado a recorrer à polivalência de Defour para ocupar a posição e a SAD a ir ao mercado em Janeiro para trazer o russo Izmaylov.

Após a venda de James ao Mónaco e com Atsu em rota de colisão com o clube e na porta de saída, Paulo Fonseca fica ainda como opções para o lugar com Kelvin, Varela e Izmaylov; Djalma e Iturbe que regressam após empréstimo, além dos reforços Licá, Ricardo e Josué. São oito jogadores para duas posições. Nove se Atsu não for transferido.

É portanto natural que a SAD queira esperar por uma avaliação a estes atletas por parte do novo treinador antes de decidir se avança para a aquisição de um novo extremo. Torna-se assim menos grave que este eventual reforço ao plantel chegue um pouco mais tarde na preparação da nova temporada, porque será sempre alguém de inegável valor e que agarre o lugar de forma inequívoca. Se o treinador achar que os jogadores actuais serão capazes de lhe dar garantias que os objectivos são cumpridos, não virá mais ninguém.

Olhando por este prisma, parece-me correcto dizer que se trata de uma questão de extremos.