6 de julho de 2013

Todos contra todos

O FC Porto inicia a edição 2013/2014 da Primeira Liga com uma visita ao Vitória de Setúbal e acaba-a em casa frente ao Benfica. Tem havido uma certa tendência por parte de portistas e benfiquistas para comparar os calendários de FC Porto e Benfica, tentando assim perceber quem tem o calendário mais difícil. Neste momento isso parece-me uma tarefa completamente inútil. Não sendo ainda conhecidos os adversários e as datas de outras competições, nem o real valor de cada plantel, é ainda impossível saber de onde virá o perigo. A única certeza é que vamos ter de defrontar todos os adversários e que, olhando aos últimos dois anos, só depois de os defrontarmos quase ou mesmo todos é que será apurado o campeão. Realço apenas o facto do Benfica poder sagra-se campeão logo na primeira jornada, na visita ao Marítimo.

Todos sabemos que a dificuldade de um jogo não depende apenas do adversário. Factores como o momento da equipa, o jogo anterior, o próximo jogo, lesões, castigos, lesões e castigos na equipa adversária, ou até o estado do relvado, podem fazer de um jogo mais ou menos difícil. Confio no Paulo Fonseca para saber ponderar todos estes factores e escolher sempre a melhor equipa para cada jogo. Apenas exijo que se respeitem todos os adversários e que nunca se dê um jogo como ganho à partida.

Quanto ao Benfica, espero que sintam a pressão de acabarem o campeonato no Dragão. A vantagem psicológica do FC Porto sobre o grande rival é cada vez maior e espero que não seja desperdiçada.

5 de julho de 2013

O 4-3-3 segundo Paulo Fonseca

Nos últimos tempos, aqui no Portistas Anónimos, temos tentado descortinar aquilo que serão as ideias do novo treinador e aquilo que podemos esperar deste FC Porto. Por duas vezes (aqui e aqui) apontámos o 4-2-3-1 como a táctica provável para a nova época, opinião formada tendo em conta os reforços que já chegaram e a provável saída do brasileiro Fernando. Nada mais errado. Paulo Fonseca, como se pode ver na capa da edição de hoje do jornal O Jogo, pretende jogar "sempre em 4-3-3", tendo uma "equipa de ataque" e "domínio constante", com "posse de bola", com capacidade "de recuperar a bola próximo da área adversária" e que use o "jogo interior e não em largura". No fundo, Paulo Fonseca quer jogar da mesma forma que jogava o seu antecessor.

Numa entrevista publicada no passado dia 1 ao site MaisFutebol, Vítor Pereira admitiu que a SAD portista lhe ofereceu a oportunidade de continuar como treinador do FC Porto mas que foi o próprio a recusar a proposta. Vítor Pereira acrescentou ainda que acredita que caso o clube mantenha "a mesma estrutura" e encontrasse ainda "um ou dois jogadores rápidos e desequilibradores", evoluiria "para outro patamar qualitativo".

Olhando a estes factos e aos rumores que dão como prováveis as chegadas de Ghilas, Quintero e Bernard para reforçar o ataque - além dos que já foram contratados até agora -, parece-me evidente que os dirigentes do FC Porto pensam da mesma forma.

A ideia de jogo agrada-me mas, ao mesmo tempo, também me preocupa. Preocupa-me que o Fernando possa sair e preocupa-me a ausência de um extremo que se possa dizer "é este o tal". No entanto, estou satisfeito com o restante plantel, recheado de boas opções para todos os sectores, e pelo facto do clube estar a atacar cedo o mercado. Mas, acima de tudo, agrada-me que seja aproveitado tudo o que de bom se fez nos últimos anos e não se tente começar a partir do zero quando o maior rival está cada vez mais forte.

4 de julho de 2013

Um ano após o regresso da Equipa B

A época 2012/2013 ficou marcada pelo regresso da Equipa B do FC Porto. Aquele que era o elo perdido entre a formação e a equipa profissional foi recuperado e abre agora novas perspectivas aos jovens dragões.

O balanço desta primeira época não é brilhante, mas é correcto admitir que foi positivo. Houve vários jogadores a mostrarem que têm futuro no futebol e que podem ambicionar um dia chegar à equipa principal, sendo Tozé o expoente máximo entre eles.

A época foi mal preparada, fruto da incerteza em volta do projecto que durou até bem perto do arranque da mesma, e a equipa ressentiu-se dessa má preparação - e de alguma inexperiência também - nas primeiras jornadas. Os resultados demoraram a aparecer mas, depois do choque inicial, a equipa conseguiu estabilizar e fazer uma época tranquila. Zé António, Stefanovic e Pedro Moreira eram os mais experientes num grupo onde a maioria estava a jogar pela primeira vez como profissional e/ou no futebol europeu. Numa liga cheia de veteranos como é a Segunda Liga, essa falta de experiência custou muitos pontos nos últimos minutos aos jovens portistas.

De realçar ainda a evolução em quase todos os elementos. Mais visível em uns do que em outros, a verdade é que todos acabaram a época sendo um melhor jogador do que no inicio da mesma. No entanto é ainda preciso melhorar o sistema de permuta entre jogadores das várias formações para que se possa tirar partido da Equipa B ao máximo. Situações como o caso das 72 horas têm de ser evitadas - ainda que neste caso nos tenha sido dada a razão - e, em caminho contrário, haja mais jogadores a seguir o exemplo do Maicon e a aproveitarem a formação secundária para ganharem ritmo de jogo.

Pouco a pouco é ainda preciso diminuir o número de jogadores presentes no plantel B que não sejam oriundos da formação. Sou a favor da contratação de jovens estrangeiros com margem de progressão, mas desde que sejam situações pontuais e nunca uma regra. No fundo, gostaria que se diminuísse a quantidade e se aumentasse a qualidade dos mesmos.

Há ainda algum caminho a percorrer para chegar ao que seria o ideal para uma equipa B para um clube da dimensão do FC Porto, no entanto estou confiante que a tendência será ano após ano encurtar a distância para esse objectivo. Para já, resta-nos a certeza de que já existem as condições necessárias para que o FC Porto possa colher os frutos da suas camadas jovens.

2 de julho de 2013

Meo patrocinada pelo FC Porto

É o que me apraz dizer quando olho para a camisola principal da nova época.


O patrocínio é feio, horroroso, estraga (quase) totalmente uma camisola que, a princípio, não me agradava muito mas que me vai conquistando aos poucos. Um bocadinho de stroke (contorno das letras) seria suficiente para tirar a maldita caixa, aliás, caixão, da camisola.

E que não se use a desculpa do "a caixa faz parte do logo" porque, na época passada, conseguimos ver-nos livres dela por uns tempos. Somos tão exímios a negociar jogadores e não somos capazes de tratar disto?

Quanto ao equipamento em si, tem nos detalhes em dourado a homenagem aos 120 anos de existência que daqui a poucos meses assinalamos, num acabamento extensível ao equipamento alternativo.


Equipamento alternativo que, tal como o principal, leva-nos a 2002/2003 com a mistura de tons em azul bebé. O patrocínio, felizmente, vem sem caixa e sempre...encaixa melhor na camisola, passe o pleonasmo.


Se as camisolas ainda não o convenceram, resta-me apenas mostrar-lhe como ficam no corpo de Defour e Jackson Martinez, bem como dar-lhe a oportunidade de ver o equipamento completo, e com mais pormenor no vídeo abaixo.



1 de julho de 2013

O campeão voltou!


Reaberta que está a oficina, o «Portistas Anónimos» irá acompanhar todas as movimentações no plantel do FC Porto. Assim sendo, até ao fim do mercado de transferências poderá consultar no topo da barra lateral do blog todas as entradas e saídas de jogadores. Para já a lista é a seguinte:

Entradas: Licá, Carlos Eduardo, Josué, Tiago Rodrigues, Ricardo, Herrera e Reyes.

Saídas: Liedson, Moutinho e James.

Permanências: Helton, Fabiano, Kadú, Maicon, Abdoulaye, Otamendi, Mangala, Alex Sandro, Danilo, Quiño, Fernando, Defour, Castro, Lucho, Varela, Izmaylov, Kelvin, Atsu e Jackson.

De regresso após empréstimo: Bracalli, Ventura, Sereno, Rolando, Fucile, Iturbe, Djalma, Kléber e Ukra.

No final da janela de transferências faremos o balanço do mercado de Verão, até lá iremos actualizando todas as movimentações no plantel na já referida barra lateral deste espaço.

Está reaberta a oficina


Após pouco mais de um mês de férias, os craques estão de volta ao trabalho no Olival.

Por esta porta já não vão entrar Moutinho, James e Vítor Pereira mas não faltam caras novas.

Equipa técnica:
Paulo Fonseca
Pedro Moreira
Nuno Santos
Paulinho Santos
Will Coort

Entradas:
Licá
Carlos Eduardo
Josué
Tiago Rodrigues
Ricardo
Herrera
Reyes

Se a primeira lista há muito está fechada, a segunda parece estar ainda a ganhar forma falando-se de Quintero, Bernard e Ghilas para completar o lote de contratações. A estes, podemos ainda juntar os regressos dos emprestados Fucile, Iturbe, Djalma e Ukra. 
Por fechar está também o dossier das saídas sendo que meia Europa tem os olhos postos em Mangala ou Jackson Martinez.

Pelo menos de falta de jogadores Paulo Fonseca não se pode queixar. Tem em mãos um plantel ainda em construção mas que já conta com peças muito valiosas. Há que realçar também o bom nível dos adversários que vamos encontrar nos jogos de preparação, vão ser testes muito interessantes.

Tendo isto em conta, é bom que os adeptos saibam ter calma e paciência durante a pré-época que hoje começa. Vamos começar quase do zero, com outro sistema e filosofia de jogo, há muitos jogadores para testar e o Porto "não se faz num dia". As gloriosas vitórias estivais são para outras paragens e a prioridade para esta pré-época, mais do que ganhar jogos, é construir e afinar a nova máquina.

30 de junho de 2013

Manter o 4-3-3 ou procurar alternativas?

A eventual saída de Fernando preocupa-me. Já a interiorizei como sendo certa mas, talvez fruto de tantos anos a ver o polvo à frente da defesa, não consigo imaginar uma época inteira sem ele. Paulo Fonseca tem aqui o seu primeiro grande desafio como treinador do FC Porto, como mencionei anteriormente em «Que meio-campo esperar para 2013/2014?».

Castro e Herrera, embora possam desempenhar a função como recurso, parecem talhados para jogar mais adiantados no terreno, deixando Defour como único candidato natural ao lugar. Há ainda a possibilidade de adiantar Reyes ou Danilo no terreno, mas neste caso talvez seja preciso ir ao mercado comprar mais um defesa. Caso se confirme a contratação de Dória, defesa-central brasileiro, ganha mais força a hipótese da saída de Otamendi ou Mangala e do adiantamento do Reyes para o lugar de trinco. Danilo, neste momento, parece ser uma hipótese mais remota. Mantendo o 4-3-3, será de esperar algo deste género na próxima temporada:

A dupla provável de defesas-centrais será composta pelo jogador que ficar entre Otamendi e Mangala que se juntará ao Maicon. Defour deverá ser o escolhido para o lugar de trinco, no entanto poderá jogar também mais adiantado devido a uma eventual indisponibilidade do mexicano Herrera, entrando assim o também mexicano Reyes para a posição 6. A imprensa tem dado como certas as aquisições de Quintero e Bernard, mas como ainda não estão efectivamente contratados, coloquei-os no onze à condição e juntamente com a alternativa mais forte a cada um deles, os portugueses Varela e Licá. Como referi a cima, há ainda a hipótese de utilizar o Danilo no meio-campo, mas neste caso seria mesmo imperial a ida ao mercado para contratar um defesa-direito, uma vez que o sobraria apenas o uruguaio Fucile como alternativa natural para o lugar.

A hipótese que se tem falado como alternativa ao 4-3-3 é o 4-2-3-1. Neste caso, mesmo com a saída de Otamendi ou Mangala, deixaria de fazer sentido a contratação de Dória, pois ainda restam outras três opções para o centro da defesa: Abdoulaye, Maicon e Reyes. Pessoalmente agrada-me a ideia de jogar neste sistema, no entanto há uma condição que pessoalmente não abdicaria para o utilizar: ter uma defesa capaz de jogar adiantada no terreno. Dito isto, seria para mim impensável perder o Mangala e, assim sendo, a SAD teria de optar por vender o Otamendi e fazer um esforço para segurar o francês. Onze provável usando o 4-2-3-1:

Neste caso as únicas dúvidas nas escolhas seriam os extremos que estão ainda dependentes de eventuais reforços. Recuperando o que foi escrito em «Que meio-campo esperar para 2013/2014?»:
"Defour e Herrera seriam os principais candidatos a ocupar os dois lugares mais recuados do meio-campo, num sistema que beneficiaria as características de ambos e também do próprio Castro. A posição 10 ficaria com vários candidatos: Carlos Eduardo e Josué caso o treinador pretenda alguém mais móvel; Lucho ou Tiago Rodrigues caso o pretendido seja alguém mais responsável tacticamente ou com uma boa meia distância; Kelvin ou até Iturbe caso Paulo Fonseca precise de mais irreverência."
Neste desenho táctico e numa equipa como o FC Porto, é importante conseguir jogar com a defesa junto à linha de meio-campo. Desta forma, evita-se que os médio recuem em demasia, ficando quase com dois trinco, mas mesmo assim consigam dar apoio à defesa. Com extremos com pouca capacidade defensiva, como parecem ser Bernard e Quintero, este factor torna-se ainda mais importante, assim como ter uma linha defensiva com velocidade e capacidade de antecipação aos passes que lhes são colocados nas costas.

Neste momento parecem ser estes os dois sistemas mais prováveis olhando ao plantel e aos rumores de transferências. Muita coisa pode ainda mudar, como por exemplo o Fernando renovar e ficar no FC Porto por mais um ano. Em qualquer caso, cabe a Paulo Fonseca decidir o que será melhor para a equipa.
Post elaborado com a colaboração de Jeannie Ferrami.