20 de agosto de 2013

Ao cuidado de Quintero


Recém chegado a Portugal, Quintero promete ser uma dor de cabeça para os adversários que também prometem dar-lhe muitas dores, desta feita um pouco por todo lado mas com preferência pelas pernas. Como disse no post anterior, as equipas portuguesas não são propriamente as melhores amigas dos jogadores talentosos. Jogadores como Hulk, Quaresma ou Anderson passaram pelo FC Porto e consigo levaram não só prestigio e muitos títulos mas também algumas luxações, entorses ou fracturas na bagagem.

Já com dois jogos feitos contra clubes portugueses (Vitória de Guimarães e Vitória de Setúbal), o jovem colombiano já teve o "prazer" de conhecer jogadores como o Moreno ou o Nélson Pedroso. Para lhe facilitar a vida, decidi compilar uma lista dos "carniceiros" de serviço na Primeira Liga, sendo a única certeza que a mesma estará incompleta e que o perigo pode vir de qualquer lado.

Vitória de Setúbal: Cohene, Pedro Queirós, Nélson Pedroso, Dani e Ney Santos.
Marítimo: Briguel, Luís Olim e Márcio Rozário.
Paços de Ferreira: Grégory, Ricardo, Filipe Anunciação, Tony e André Leão.
Gil Vicente: Éder, Luís Martins, Danielson, Keita, Alphonse e César Peixoto.
Estoril: Yohan Tavares, Bruno Miguel, Babanco, Gladestony e Diogo Amado.
Vitória de Guimarães: Pedro Correia, Josué, Addy, Siaka Bamba e Moreno.
Arouca: Miguel Oliveira, Stéphane, David Simão, Bijou, Nuno Coelho e Soares.
Sporting CP: Marcos Rojo, Maurício, Jefferson e Rinaudo.
Belenenses: Káká, Kay e Diakité.
Nacional da Madeira: Mexer, Marçal, Claudemir e Ali Ghazal.
Académica: João Dias, Halliche, João Real e Bruno China.
Sporting de Braga: Aderlan Santos, Elderson, Baiano, Nuno André Coelho, Luíz Carlos e Custódio.
Rio Ave: Rodríguez, Roderick Miranda, Lionn e Nivaldo.
Olhanense: Luís Filipe, Jander, Mladen e Ricardo Ferreira.
Benfica: Maxi Pereira, Luisão, Steven Vitória, Lisandro López, Sílvio, Garay, Melgarejo, Jardel, André Almeida, Matic, André Gomes, Rúben Amorim e Enzo Pérez.

19 de agosto de 2013

Arranque com o pé esquerdo

Depois de entrar no jogo com o pé esquerdo, sofrendo o 1-0 ao minuto 14, o FC Porto conseguiu chegar ao golo por três vezes e vencer o Vitória de Setúbal por 1-3. Curiosamente, todos os golos portistas foram apontados na segunda parte e todos de pé esquerdo. Josué, Quintero e Jackson foram os marcadores de serviço.

Após a boa exibição na Supertaça contra o outro Vitória, o de Guimarães, o
FC Porto deixou desta vez uma imagem negativa, fazendo passar a ideia de que a exibição positiva na semana passada se deveu em muito ao facto de ter chegado ao golo e à vantagem no marcador à primeira oportunidade.

A equipa continua com dificuldades em interpretar o 4-2-3-1 de Paulo Fonseca, embora me pareça que o problema não seja a tão falada alteração a meio-campo mas sim a alteração da filosofia de jogo. Se com Vítor Pereira a equipa trocava a bola de forma bastante selectiva e paciente, com o actual treinador o mesmo não se verifica. Existe uma maior tendência para usar o passe directo e de zona frontal para o Jackson que tem sentido muitas dificuldades para ter a bola com qualidade. Esta forma de jogar tem levado a uma maior exposição da equipa na sua zona defensiva e, comparando com a última época, as oportunidades do adversário criar perigo aumentaram exponencialmente, assim como as vezes em que os jogadores são obrigados a recorrer à falta para impedir contra-ataques. Jackson, Alex Sandro, Fernando ou Lucho são exemplos de alguns jogadores que têm sentido dificuldades com esta nova maneira de jogar. No extremo oposto encontra-se Defour, que tem estado em destaque aproveitando da melhor maneira a venda de João Moutinho.

Quintero continua a mostrar o porquê da sua contratação e tem convencido até os mais cépticos a cada toque dado na bola. Sendo o campeonato português pouco amigo de jogadores técnicistas, adivinham-se tempos difíceis para o colombiano de cada vez que for chamado a jogo.