14 de setembro de 2013

Análise ao Plantel 2013/2014 - O Ataque

Em entrevista ao site MaisFutebol, Vítor Pereira afirmou que caso continuasse como treinador do FC Porto mantendo a mesma estrutura e encontrasse um ou dois jogadores rápidos e desequilibradores, a equipa evoluiria para outro patamar qualitativo. Esta falta de velocidade e de capacidade para desequilibrar foi um problema que saltou à vista em quase todos os jogos. Era quase unânime entre os portistas que era preciso contratar extremos para a presente temporada. A SAD assim o fez.

A Varela, Kelvin e Izmaylov juntaram-se os portugueses Josué, Licá e Ricardo, assim como o colombiano Quintero. Ainda assim, até ao fecho da janela de transferências andou no ar a possibilidade de chegar um extremo que fosse capaz de assumir a titularidade de forma indiscutível e, à imagem do que aconteceu com Bernard, esse extremo nunca chegou.

Comparativamente à temporada anterior, existe agora no plantel uma variedade maior para actuar nas alas. Licá e Ricardo vieram acrescentar a velocidade que faltava, Josué e Quintero - talvez pelo facto de preferirem a posição 10 - vieram trazer capacidade de desequilibrar em espaços curtos.

Outra das lacunas do plantel era não haver uma alternativa a Jackson. Mesmo Liedson, que chegou a meio da época, nunca foi uma verdadeira opção. Paulo Fonseca viu essa lacuna ser preenchida por Ghilas, o possante avançado que brilhou na última época ao serviço do Moreirense. O melhor marcador da edição 2012/2013 da Liga tem agora uma alternativa viável ou, caso o treinador o entenda, um complemento de qualidade.

Na equipa B existem ainda vários jogadores para a linha avançada. Kléber, Caballero, Gonçalo Paciência e André Silva são os pontas-de-lanças de serviço, Ivo e Frédéric Maciel os extremos e ainda Vion e Kayembe que podem jogar em qualquer posição do ataque.

13 de setembro de 2013

Análise ao Plantel 2013/2014 - O Meio-Campo

A época 2013/2014 parece ter neste sector a sua principal novidade. Depois de muitos anos em 4-3-3, com um médio-defensivo e dois mais adiantados, o FC Porto apresenta-se agora em 4-2-3-1 com um 10 a jogar na frente dos outros dois médios.

Há alguma preocupação nos portistas face a esta alteração pois consideram que o Fernando perde influência com um outro jogador ao lado e/ou o Lucho não tem capacidade para desempenhar a posição 10 de forma satisfatória. Embora discorde de ambas as opiniões, confesso que as exibições de ambos nos jogos frente ao Vitória de Setúbal e ao Paços de Ferreira me preocupam. Acredito que o 4-2-3-1 é viável com estes jogadores, no entanto, devido à manutenção do Fernando no plantel, veria com bons olhos o regresso ao 4-3-3 que está mais do que assimilado por todos.

Se na última época as opções escasseavam, este ano isto não se verifica. Para colmatar as saídas de Moutinho e depois de Castro, foram contratados vários jogadores, apesar do meio-campo titular actual ser constituído por três jogadores com alguns anos de Dragão ao peito, o que é bastante positivo. Defour assumiu finalmente o papel de titular e parece que, pelo menos nos próximos tempos, é para manter. Herrera e Carlos Eduardo têm jogado pela equipa B numa tentativa de acelerar a sua adaptação. Se no caso do mexicano se quer proporcionar a oportunidade de lhe dar a conhecer um pouco do futebol europeu, o caso do brasileiro é diferente. Carlos Eduardo tem sido moldado para jogar atrás do 10 - posição que tem por preferencial -  e ao mesmo tempo é-lhe dada a oportunidade de treinar e jogar num clube com a exigência do FC Porto após alguns anos a jogar em Portugal mas em clubes de dimensão menor.

Josué que durante a pré-época foi testado pouco por todo lado (10, médio-centro, extremo e até lateral-esquerdo), foi titular até agora nos três jogos do campeonato como extremo-direito, aproveitando a lesão de Varela. No entanto, e apesar das exibições positivas, tem o lugar ameaçado e prevê-se que o perca a curto prazo para o reforço-sensação: Quintero. O colombiano tem sido aposta de Paulo Fonseca a partir do banco e em três jogos do campeonato foi mesmo ele que fez a diferença. Frente ao Vitória de Setúbal entrou e marcou o 2-1 e, posteriormente, frente ao Paços de Ferreira entrou para assistir Jackson para o golo da vitória. Além disto, tem um toque de bola que não engana e tem trazido qualidade ao jogo dos Dragões. Tem tudo para ser umas das figuras do campeonato.

Izmaylov, à imagem de Josué e Quintero, é uma opção a ter em conta para actuar como 10, no entanto é espectável que tenha mais tempo de jogo numa das alas do que no centro.

Na equipa B, à espera de uma oportunidade, estão Mikel, Tomás Podstawski, Leandro Silva e Pedro Moreira de características mais defensivas, assim como Tozé, Pavlovski e Belinha de características mais ofensivas.

9 de setembro de 2013

Procura-se FC Porto

Lembra-se da última vez que conseguiu ler algo relacionado com o FC Porto na capa do jornal Record? Nós no Portistas Anónimos também não, por isso decidimos ir à procura da última capa onde o auto-intitulado «jornal generalista especializado em desporto» dedicasse mais do que duas linhas ao Tri-campeão de Portugal. E encontrámos! Foi preciso recuar a 29 de Julho deste ano para encontrar uma referência de dimensão aceitável aos Dragões. Negativa, claro está. De realçar que nem a vitória na Supertaça ou a liderança isolada no campeonato foram dignas de manchete. Um jornal muito manhoso, este. Em baixo (Clique em «Continuar a ler») estão todas as capas desde esse dia até hoje. Inacreditável.

8 de setembro de 2013

Análise ao Plantel 2013/2014 - A Defesa

A época 2012/2013 não foi particularmente fácil para este sector. Com apenas seis defesas no plantel - sete se contarmos com Quiño que foi utilizado apenas uma vez para o campeonato -, Vítor Pereira tinha em Maicon e Mangala as alternativas aos habituais defesas-laterais. Com a reintegração de Fucile no plantel as coisas ficam mais fáceis nesse sentido, uma vez que o uruguaio já provou poder ser uma aposta válida nos dois flancos e há ainda a hipótese de Paulo Fonseca recorrer a Maicon ou Mangala caso necessite. No centro, Otamendi e Mangala parecem lançados para mais uma época como titulares. O francês ganhou um lugar de destaque na equipa durante a última época primeiro como lateral-esquerdo e depois na sua posição favorita, defesa-central, aproveitando uma lesão de Maicon. Embora seja difícil para o jogador, qualquer treinador fica contente por ter um jogador com a qualidade do Maicon - que na minha opinião é superior ao Otamendi - no banco.

Atendendo a isto, acredito que o melhor quarteto defensivo do FC Porto seria composto por Danilo, Maicon, Mangala e Alex Sandro. No entanto, mesmo não sendo o seu maior fã, não acredito que o Otamendi perca a titularidade, pelo menos para já. Reyes, que cumpre a primeira época como Dragão, não deverá ter a vida facilitada pela concorrência ao lugar. Tem sido aposta em alguns jogos da equipa B e acredito que será chamado à titularidade na equipa principal em jogos a contar para a Taça de Portugal ou para a Taça da Liga.

Para qualquer eventualidade, existem ainda na equipa B os laterais-direitos Víctor García e David Bruno, os laterais-esquerdos Quiño e Rafa e os defesas-centrais Zé António, Tiago Ferreira e Bruno Silva.