12 de outubro de 2013

O elogio a quem tanto o merece - Andebol do FC Porto


Terceiro jogo da Liga dos Campeões, o primeiro no Dragão Caixa e a terceira partida sem vencer. Foi a derrota menos pesada (27-31) mas conseguida frente ao, "apenas" Tri Campeão Europeu da modalidade e, obviamente, uma das melhores equipas do mundo.

Neste clube a ambição aponta sempre à vitória, é sempre com esse pensamento que todos os atletas do FC Porto entram em qualquer campo, em qualquer desporto e foi por isso que a equipa comandada por Obradovic lutou praticamente até ao fim da partida com o THW Kiel.

Para quem não está bem a ver a coisa, este jogo seria a mesma coisa que um confronto em futebol entre o Braga e o Bayern Munique. O andebol português está longe da elite europeia, mas o FC Porto tem-se exibido a bom nível.

Num Dragão Caixa repleto e com um grande ambiente, o pentacampeão português entrou bem no jogo, aguentando-se bem ao altíssimo ritmo de jogo. Laurentino brilhava na baliza e Gilberto Duarte furava as redes na baliza contrária. O FC Porto chegou a ter, por mais que uma vez, três golos de vantagem e foi para o intervalo a vencer por um.

No segundo tempo, os alemães entraram com mais garra e frieza e aproveitaram da melhor maneira alguns erros dos azuis brancos que jogavam com menos um. Recuperaram a liderança do marcador e de lá não saíram até ao fim da partida. O Kiel foi controlando o jogo, mas sem nunca poder descansar verdadeiramente.

Culpa da boa exibição de Quintana - que alinhou na segunda parte - e do carácter e atitude de uma equipa que nunca quis desistir, nunca se deu por vencida e deu sempre tudo o que tinha. Só nos últimos dois minutos de jogo é que os alemães puseram um ponto final na discussão do resultado.

Os adeptos do FC Porto só podem ficar orgulhosos pelo esforço, determinação e carácter que esta equipa demonstra. Não é impossível fazer uma gracinha nos jogos que restam, até porque a ambição dos jogadores e o ADN do Dragão está bem patente:

Tiago Rocha: "Não há vitórias morais, só quando vencemos"
Gilberto Duarte: "Poderíamos ter feito melhor"

De notar ainda que já há muito tempo que Obradovic não pode contar com os lesionados Pedro Spínola e Alvaro Ferrer. E já que falo em lesionados, um abraço especial a Hugo Rosário que saiu do campo em lágrimas na sequência de uma lesão no ombro.

10 de outubro de 2013

Inquérito - Acha que Paulo Fonseca deve alterar a forma do FC Porto jogar?

Em entrevista publicada no jornal O Jogo de ontem, Jackson afirma que há sempre dificuldades quando se troca de treinador e que a equipa está a sofrer devido a estar muito habituada à forma de jogar idealizada por Vítor Pereira.

No «Portistas Anónimos» temos falado muito sobre o mau desempenho do FC Porto na presente temporada. Achámos que o plantel tem qualidade para mais, como já foi provado a espaços durante os jogos. Como tal, defendemos que Paulo Fonseca devia recuar um pouco com as suas ideias e aproveitar o trabalho desenvolvido nos últimos anos, dando espaço à equipa para jogar de forma mais fluída e ganhando assim tempo para introduzir as suas ideias de forma gradual.

A alteração de sistema táctico e de filosofia de jogo, feita de forma precipitada e em simultâneo, causaram estranheza à equipa que tem sentido muitas dificuldades em praticar um futebol agradável.

Face a estes facto, acha que Paulo Fonseca deve alterar a forma do FC Porto jogar?

Pode responder à pergunta no inquérito presente no topo direito do blog e, caso queira justificar a sua escolha, deixar o seu comentário na caixa de comentários deste post.

8 de outubro de 2013

Aproveitar a paragem da melhor forma

Nem sempre as paragens para os jogos das selecções são benéficas para o FC Porto mas, depois das más exibições nos últimos jogos, esta parece ser. Os Dragões só voltam a jogar no próximo dia 20 (na realidade o jogo contra o Trofense a contar para a Taça de Portugal deve ser antecipado para dia 19 devido ao FC Porto-Zenit marcado para dia 22) e Paulo Fonseca tem aqui um intervalo de duas semanas para ajustar a equipa a um estilo de jogo mais condizente às pretensões do clube.

Como disse anteriormente, Paulo Fonseca errou ao tentar implementar o seu estilo de jogo de forma instantânea. Vítor Pereira trabalhou durante os dois últimos anos uma forma de jogar que beneficiava as características de muitos dos jogadores e ajudava a esconder-lhes os pontos fracos. A equipa jogava sempre coesa, com os jogadores muito próximos uns dos outro - isso notava-se na forma rápida como pressionavam imediatamente após perderem a posse de bola reconquistando-a rapidamente - e sempre com várias linhas de passe para o portador da bola. Um dos defeitos apontados por muitos ao FC Porto de Vítor Pereira era o facto de jogar muito pelo corredor central, abdicando dos extremos. Olhando em retrospectiva percebe-se que era uma solução inteligente uma vez que, à excepção de James e Jackson, não haviam desequilibradores, jogadores capazes de fazer a diferença num momento de inspiração, a equipa usava o colectivo para contornar a situação. Com Paulo Fonseca tudo mudou e o FC Porto joga agora com dois extremos bem definidos, um número 10 e dois médios mais recuados. Um dos problemas que encontro é a incapacidade dos médios encontrarem linhas de passe. Com os extremos tão agarrados à linha torna-se difícil jogar simples e não são raras as vezes em que o Fernando se vê sem linhas de passe e a perder a bola ao tentar passar pelos adversários, além dos inúmeros passes directos da defesa para os avançados. Com isto (os extremos tão abertos), além de se ter perdido o futebol apoiado, perdeu-se a capacidade de pressionar imediatamente o adversário após a perda de bola. O resultado disto tudo é uma equipa nervosa, sem fio de jogo e que recorre em demasia à falta.

O FC Porto tem plantel para jogar um futebol mais vistoso e com uma qualidade muito superior ao que tem feito. Jogadores que no passado jogavam de forma consistente (Defour, Alex Sandro, Fernando e Lucho são os casos mais flagrantes) têm agora mais dificuldades e as suas exibições vão oscilando frequentemente. Há que alterar a forma de jogar e, acima de tudo, tentar planear o sistema de jogo tendo em conta os jogadores que compõe o plantel.

Tendo isto em conta, desenhei aquele que seria o meu onze:

Disposição base da equipa.
Disposição da equipa em ataque continuado.





















Sou defensor que devemos tentar jogar sempre com os melhores jogadores e, como tal, faria algumas alterações no onze. Nunca fui um grande admirador do Otamendi e vejo a dupla Mangal-Maicon como sendo a mais eficaz do plantel. As debilidades físicas do argentino são constantemente exploradas pelos adversários colocando o seus colegas sob uma pressão acrescida - ainda no jogo frente ao Atlético de Madrid o frango do Helton disfarçou a incapacidade do Otamendi em se impor no jogo aéreo a um adversário mais forte nesse capitulo. Licá e Quintero assumiriam os lugares ultimamente ocupados por Varela e Josué. De resto, destaque apenas para a utilização de uma fórmula semelhante à usada por Vítor Pereira enquanto treinador do FC Porto.

O objectivo destas alterações seria devolver à equipa a segurança defensiva e o controlo de jogo a que nos habitou no passado. Partindo do 4-3-3 como base, os jogadores procurariam assumir um posicionamento diferente no desenrolar do ataque: Licá assumiria o lugar de segundo ponta-de-lança e Quitero a posição 10, deixando que fossem os laterais a dar largura ao ataque. Fernando ficava como único apoio aos defesas-centrais enquanto Lucho e Defour ficariam responsáveis por dar os equilíbrios à equipa.

Se a forma de jogar não for alterada, os jogadores vão continuar a sentir dificuldades, a jogar mal e a entrar e sair do onze até que se esgotem todas as opções. Paulo Fonseca tem de parar de tratar os sintomas e começar a atacar a doença. Rapidamente.

7 de outubro de 2013

Preocupante

Estou preocupado com o nosso nível exibicional mas, mais que me as exibições, preocupa-me a mentalidade do "o que interessa são os três pontos" que se tem instalado em alguns portistas. Essa mentalidade de clube pequeno, diria, é aceitável quando a equipa vem de um bom momento, em que vence e convence, e, durante um jogo ou outro, faz um jogo menos conseguido. Nesta situação também defendo que, não havendo um bom espectáculo, se consiga pelo menos a vitória. Mas não é de todo o caso do FC Porto.

Todos nós temos visto as exibições miseráveis que a equipa tem feito. Há inúmeras teorias para isso, mas penso que o motivo mais óbvio para a confusão táctica que por vezes reina é a forma precipitada como o treinador quis impor as suas ideias. O Paulo Fonseca cometeu um erro enorme ao tentar mudar tudo de uma vez e em pouco tempo. Faz lembrar o FMI que usa a mesma fórmula em todos os países ignorando as especificidades de cada um deles. O 4-2-3-1 pode ter resultado em todos os clubes por onde o Fonseca passou até agora, pode muito bem vir a resultar no FC Porto, mas foi uma estupidez pegar numa equipa que tinha um trabalho de dois anos virado para as características dos jogadores e rasgar tudo para começar do zero.

Espero que o Paulo Fonseca já esteja consciente disso e que não seja preciso um novo mau resultado para que decida alterar alguma coisa. Não basta só trocar jogadores, é preciso ajustar a forma da equipa jogar. É verdade que o mais importante são os resultados, mas um treinador não se pode escudar neste chavão quando a equipa joga tão mal. "O importante são os três pontos" mas, a jogar assim, aumentámos exponencialmente as probabilidades de não os conseguirmos.

6 de outubro de 2013

Quase tudo na mesma


Entrar bem no jogo - Check

Entrar em coma depois de estar em vantagem - Check

Exagerar nas faltas cometidas - Check

Sofrer golos de bola parada - Check

Piorar o jogo com as substituições - Not check

Desta vez, Paulo Fonseca soube mexer na equipa e as substituições foram, gradualmente, devolvendo o controlo do jogo à equipa e dando-lhe mais profundidade. Ao contrário do que se passou com o Atlético, a saída de Lucho não prejudicou a equipa. E quanto à entrada de Quintero...bem, parecia que o treinador estava a adivinhar que o colombiano iria ter aquele livre para marcar, uma vez que mexidas aos 90 minutos dificilmente surtem efeitos.

Herrera estreou-se a titular e, sem fazer um jogo brilhante, esteve a bom nível e não se escondeu do jogo. Pelo contrário, Varela nunca pareceu sair do balneário, sequer.

Segue-se uma paragem para as selecções e vamos ver se fará bem ou mal à equipa. Continuamos a ter aversão à circulação de bola e acumular faltas junto à nossa área, como que a pedir o que Pintassilgo ofereceu. Menos mal que, quase um ano depois, voltámos a marcar de livre directo em jogos oficiais, Quintero sempre pareceu ter jeito para a coisa e hoje confirmou-o.

Se baixar as linhas e deixar o adversário ter iniciativa depois de estar em vantagem é uma opção, tem urgentemente que mudar, Paulo.

Uma Liga Profissional muito pouco profissional

Dia 25 de Agosto de 2013, o Chaves recebe e bate o Marítimo B por 1-0 em jogo que teve inicio às 16h00. Nesse mesmo dia às 19h45, o FC Porto dá inicio ao jogo que venceria por 3-0. O adversário era a formação principal do Marítimo.

Dia 15 de Setembro de 2013, às 15h00 tem inicio o Sporting B-Santa Clara que terminou com uma vitória por 2-1 da equipa da casa. Mais tarde, às 17h45, Olhanense e Sporting começam a medir forças. O jogo terminou com 0-2 favorável aos Leões.

Hoje, 6 de Outubro de 2013, no momento em que escrevo este post, o Benfica B vai vencendo o Académico de Viseu por 2-0 num jogo que teve o seu inicio às 16h00. Mais logo, às 20h15, está marcado o Estoril-Benfica.

Todos estes jogos têm algo em comum: a irregularidade. Segundo o Artigo 13.º do Anexo V do Regulamento das Competições Organizadas Pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional, "os jogos das equipas B não podem ter lugar no mesmo dia de calendário dos da equipa principal".


Depois de na época transacta a Liga Portuguesa de Futebol Profissional ter feito uma enorme confusão no Caso das 72 horas e ter mostrado uma enorme falta de conhecimento dos seus regulamentos, esta época tem permitido estas situações que são ilegais aos olhos das regras definidas pela própria Liga.

Os clubes envolvidos não se encontram livres de responsabilidades mas, mais triste de que os dirigentes não saberem as regras das competições onde os seus clubes estão envolvidos, só mesmo os próprios organizadores não imporem o regulamento ou, pior ainda, não terem conhecimento do mesmo.