12 de novembro de 2014

Pinto da Costa também falha

Ponto prévio: Por já saber o que a casa gasta vejo-me forçado a dizer o óbvio, ou seja, que sei muito bem que o FC Porto é hoje um clube ganhador graças ao trabalho de Pinto da Costa nestes últimos 30 anos. Dito isto, vamos ao que me levou a escrever este texto.

Não é segredo para ninguém que toda a gente falha e, embora o faça muito menos que os outros (e reforço o muito), Pinto da Costa não é excepção. Por falhar tão pouco, foi com muito espanto que li as declarações do Presidente sobre Deco, onde aproveitou para meter mais lenha numa fogueira que já ardia demais. Há quem defenda que a indirecta era para certos comentadores e não para Tozé, opinião da qual não partilho. Se o objectivo não era atingir o jogador emprestado ao Estoril, Pinto da Costa como pessoa inteligente que é, devia ter deixado isso bem claro ou até evitar mandar indirectas de interpretação difícil, porque era fácil de prever que muita gente ia perceber que se tratava de uma mensagem para o Tozé. Toda a gente sabe o passado do Mágico e certamente que não seria preciso denegrir ninguém para o elogiar.

Pinto da Costa aproveitou mal esta aparição em público e atacou a pessoa errada. O FC Porto tem sido constantemente prejudicado e, numa escala surpreendentemente maior, o Benfica tem sido beneficiado de forma escandalosa. Tivesse sido a indirecta para Tozé ou para os comentadores, não me parece que isso ajudasse o clube em nada. Se os comentadores deixassem de aparecer na TV ou se o Tozé tivesse saído a correr quando foi substituído o árbitro do jogo em Alvalade tinha marcado a mão de Maurício? O árbitro auxiliar do jogo em Guimarães tinha voltado atrás na decisão de invalidar o golo a Brahimi? Ou mesmo neste último jogo, o penálti sobre Danilo tinha sido marcado? A resposta é óbvia. Bem mais óbvia que a indirecta.

Em vez de apontar o dedo a quem nos anda a prejudicar, o Presidente assumiu o papel de um qualquer adepto e fez uma declaração incendiária, capaz de marcar um jogador (nosso) para toda a carreira. Depois que adianta andar a dizer que quem canta não assobia se são os próprios responsáveis do clube a ajudar a denegrir os jogadores? O que fez o FC Porto quando Makukula e Jorge Ribeiro falharam penáltis de forma algo duvidosa frente ao Benfica? Ou então quando o treinador do Belenenses admitiu que o Miguel Rosa não jogou contra o Benfica porque a direcção não deixou? Era suposto o Tozé fazer o mesmo?

A mim pouco me importa se o jogador é benfiquista ou portista, mas se o próprio diz que o FC Porto é o clube do coração quem somos nós para duvidar? Tozé está há muitos anos ligado ao clube e não há conhecimento de que tenha tido qualquer tipo de problemas disciplinares, inclusivamente chegou a capitão de equipa. Ou engana bem ou estamos mesmo perante um bom profissional. Mas para que se perceba a diferença de tratamento entre casos semelhantes basta olhar para o caso do Rafa, jogador de hóquei em patins, que no ano passado estava emprestado ao Valongo, clube onde se sagrou campeão. Na altura alguém se importou com os festejos ou alguém teceu considerações sobre as suas preferências clubísticas?

Toda esta tensão em volta de um jogador que cumpriu o papel que lhe cabia é completamente inútil e, na melhor das hipótese para quem a promove levará a que todas as partes (Tozé e FC Porto) percam. Por isso é que de Pinto da Costa esperava mais.

Lista de coisas inúteis com as quais os portistas perdem tempo desnecessariamente

Nesta lista estão presentes alguns dos assuntos que têm sido fonte de debates entre portistas - desde o Presidente ao mais comum dos adeptos - e que, no fundo, não passam de temas insignificantes mas que, mesmo assim, são tratados com a mesma ou mais importância do que os que realmente importam.

O que os canais de televisão colocam em rodapé - Pela segunda vez esta época o FC Porto arrancou um empate ao cair do pano. Frente a Estoril e Shakhtar, em ambas as ocasiões a jogar fora de casa, a equipa portista chegou ao empate em tempo de compensação. Infelizmente o foco dos portistas não passou muito por elogiar a atitude da equipa que, mesmo estando a perder e/ou a jogar mal, não baixou os braços e conseguiu chegar ao golo evitando assim a derrota, mas sim ao facto de alguém, talvez com a pressão que existe no meio para ser o primeiro a dar as notícias, ter escrito derrota em vez de empate no texto que aparece no fundo das nossas televisões. A SIC Notícias até teve honras oficiais no facebook do clube. Mas e o penálti que ficou marcar sobre o Danilo, algum responsável  portista comentou?

A tatuagem de Tello - Há algumas semanas o jogador espanhol que está emprestado pelo Barcelona ao FC Porto decidiu fazer uma tatuagem num dos braços. Por ter nascido a 11 de Agosto decidiu pintar um leão por se tratar do seu signo do Zodíaco. Orgulhoso com a nova tatuagem , Tello colocou uma foto da mesma no facebook mas viu-se forçado a eliminá-la porque um grupo (grande) de infelizes decidiu insultá-lo talvez por achar que o jogador nascido em Espanha estava a prestar tributo ao Sporting.

O que se escreve nos blogs - No final se Setembro rebentou uma polémica em torno do blog Tactical Porto. A situação foi despoletada por um funcionário com bastantes responsabilidades dentro do clube e gerou uma onda de indignação um pouco por toda a Bluegosfera. Uma vez mais via facebook, o responsável pelo blog foi insultado, ameaçado e acusado de estar ao serviço dos adversários do FC Porto. O que ganhou o clube com isso? O mesmo que estava a perder: nada.

A marcação dos livres - Lopetegui disse uma vez que não dá à equipa indicações sobre quem deve bater os penáltis, ficando ao critério de quem está em campo decidir quem se sente com mais confiança para ser o cobrador. Em relação aos livres não encontrei nem uma palavra mas, face aos acontecimentos, deduzo que seja o mesmo principio. No jogo do passado Domingo existiu uma situação que causou revolta em muitos portistas ao ponto de dar uma avaliação negativa a um dos jogadores que mais se empenhou e melhor jogou: Quaresma impôs-se perante Brahimi assumindo ele a marcação de um livre que o argelino se preparava para cobrar. Também não gostei da atitude do internacional português mas, partindo do principio que não existe uma lista de marcadores oficiais escolhidos pelo treinador, o facto de Herrera ter pegado na bola e a entregado a Brahimi não lhe dá automaticamente o direito de ser ele a cobrar a falta. Faltou bom senso a Quaresma, mas nada mais que isso. Caso a lista exista todo o meu raciocínio perde o valor, mas Lopetegui com certeza que chamará a atenção ao camisola 7 como já fez por outros motivos. De qualquer das formas o assunto ficará resolvido.

O jogo de Tozé - Não é segredo para ninguém que o jovem médio além de formado no FC Porto ainda está sob contrato com o clube. A decisão de emprestar Tozé ao Estoril foi tomada pelos responsáveis portistas e ao fazê-lo deviam ter pensado que, tratando-se de um jogador talentoso, havia o risco de jogar contra o FC Porto e, como se verificou, fazê-lo bem. Tozé está no primeiro de dois anos de empréstimo na Amoreira e está a fazer pela vida, se demora mais ou menos a sair de campo não é problema nosso. A pressão que se está a fazer sobre o rapaz é vergonhosa e cobarde, principalmente pelo facto de se pôr em causa as palavras do próprio quando afirma ser portista. Até Pinto da Costa já seguiu por esse caminho, situação que me entristece ainda mais. O que ganha o clube em ajudar a queimar um dos jogadores mais talentosos que saiu da formação nos últimos anos?

No meio destas parvoíces todas vamos perdendo tempo que podia ser aproveitado de forma mais útil, como por exemplo a denunciar as arbitragens que nos têm prejudicado e tanto têm ajudado o Benfica; a debater o futuro do FC Porto tendo em conta a situação financeira da SAD; a tentar perceber os motivos que levaram Pinto da Costa a dar o apoio do FC Porto a Luís Duque; ou a combater os constantes ataques de Bruno de Carvalho a Pinto da Costa e ao FC Porto. Qualquer umas destas opções é sem dúvida muito melhor do que andar a discutir a forma caricata como o Quaresma se veste ou se o Casemiro é um 6 ou um 8.


11 de novembro de 2014

Adrián López e o sistema alternativo


Adrián López não está com vida fácil no Dragão. Estamos quase a meio de Novembro e o avançado espanhol ainda mostrou muito pouco para merecer elogios. Para lá de parecer uma peça a tentar encaixar no puzzle errado, o ex-colchonero dá a ideia de parecer em baixo, desconfiado de si próprio, sem aquela garra e vontade que é tão característica das equipas de Diego Simeone.

Não sei o que vai sair do camisola 18 até ao fim da época, que ainda está bem longe, mas vou continuar a acreditar que Adrián ainda será útil à equipa. Fazendo fé no Tribunal do Dragão o clube salvaguardou minimamente os seus interesses aquando da aquisição do jogador.

O que, para já, me parece certo, é que Adrián não justifica a presença nas convocatórias, não só por aquilo que (não) tem feito, mas também porque há outros jogadores que já merecem oportunidades, com Ricardo Pereira à cabeça. Por outro lado, o espanhol não me parece que tenha na força mental uma virtude e um jogo no Dragão mal conseguido facilmente destruiria a pouca confiança que Adrián ainda terá.

O sistema alternativo



Ao contrário do que muitos disseram, não creio de maneira nenhuma que Lopetegui tenha invertido o sistema para o 4-2-4 só para encaixar Adrián. Um treinador que põe no banco quem tem de pôr e valoriza tanto o colectivo, não faz uma coisas dessas. Além disso, o ex-Atlético de Madrid já jogou em 4-3-3, nomeadamente frente a Paços de Ferreira e Moreirense.

Gosto que um treinador tenha um sistema alternativo. Aliás, é fundamental que haja um plano B e temos um plantel com condições para vários planos alternativos, felizmente. E o problema não está no sistema em si, mas antes no contexto em que é utilizado. Frente ao BATE Borisov resultou em cheio, frente ao Sporting e Estoril deu asneira e não é muito complicado perceber porquê, ainda que no jogo da Taça tenham jogado dois falsos extremos, mas que nem ocupavam o meio-campo da forma mais necessária, nem apoiavam eficazmente o ataque. Pelo menos, longe do melhor que poderíamos fazer.

É mais ou menos consensual que o meio-campo é o cérebro de qualquer equipa, o sector mais importante. Sem um meio-campo coeso e organizado, a defesa fica mais vulnerável e o ataque perde fluidez, por mais jogadores que estejam no último terço. Portanto, a meu ver, o 4-2-4 tem de ser utilizado quando o adversário está encostado às cordas e precisamos desesperadamente de um golo. Utilizar esta estratégia de início é aumentar o risco e compreende-se apenas se a valia do adversário o permitir.

Se isto for à melhor de três, Lopetegui terá definitivamente compreendido que o 4-2-4 só pode ser aplicado em situações muito específicas e que o sistema principal com intervenientes diferentes dos habituais é talvez preferível à mudança de táctica.

Se acredito que Lopetegui aprende com os erros? Não duvido. A rotatividade exagerada parou e o treinador fixou um núcleo e um sistema que se teria repetido no domingo se Quintero não tivesse passado mal a noite. A insistência na saída de bola em toque curto desde a nossa área terminou e, quando não há hipótese de sair a jogar dessa forma, não se sai, sendo que também o posicionamento dos jogadores nesse momento do jogo faz agora mais sentido. Em consequência de tudo isto, as perdas de bola infantis que tanto nos atormentaram diminuíram drasticamente. São exemplos dos maiores erros que eram apontados à equipa e que deixaram de acontecer. Lopetegui tem é de corrigir as falhas mais rapidamente.

10 de novembro de 2014

O profissional Tozé


Há certas coisas que me tiram do sério e a perseguição que muitos portistas estão a fazer neste momento a Tozé é uma delas. Tudo isto, imagine-se, porque o rapaz teve o descaramento de ser derrubado por Fabiano na área do FC Porto e, não bastando, ainda se deu ao luxo de converter com sucesso o penálti que daí resultou. Por isso, porque se ficou a queixar no chão após um choque com Indi e porque saiu a passo quando foi substituído, há neste momento um grupo de génios que tratam Tozé por benfiquista de Esposende.

"O Porto é o clube do meu coração", disse o próprio na flash interview no final do encontro, palavras das quais não encontro motivo nenhum para duvidar. Admiro-lhe a coragem e espero que continue a jogar e evoluir no Estoril para que um dia possa regressar ao FC Porto. Espero que os dirigentes portistas não sejam estúpidos ao ponto de lhe fecharem as portas só porque ontem fez o que sabe, que é jogar bem. O Tozé é um jogador de equipa grande e com um enorme talento, que se não for aproveitado aqui será aproveitado noutro lado. Que não haja enganos: Tozé é um jogador à Porto.

Desde que a equipa B regressou que têm surgido bons valores oriundos da formação. Recentemente falei de André Silva, Gonçalo e Ivo como sendo o futuro do FC Porto, mas também Tozé tem obrigatoriamente de ser levado em conta. A situação que o jovem médio viveu ontem é extremamente injusta e foi-lhe colocada uma pressão e uma responsabilidade enormes sobre os ombros. Tozé conseguiu manter a calma, fez um bom jogo e ainda marcou de penálti. Certamente que amadureceu psicologicamente neste jogo mais do que nos dois anos que passou na formação secundária do FC Porto.

O papel da Liga no meio disto tudo


Ontem o Tozé não devia ter jogado. Não digo isto por causa da grande exibição que fez ou pelo golo que marcou, mas sim pelo simples facto de se tratar de um jogador do FC Porto que, como outro qualquer, está sujeito a falhar. Alguém consegue imaginar o que se diria caso o penálti saísse à figura de Fabiano? Muito mais do que o fora-de-jogo milimétrico - por um escasso metro que o atacante do Nacional estava em jogo - que valeu a um adversário do Benfica mais um golo (mal) anulado, com certeza.

A Liga devia proibir que um jogador emprestado defrontasse a equipa emprestadora. Isto e não só, o número de jogadores no plantel devia também ser limitado, principalmente a jogadores provenientes do mesmo clube. Assim evitavam-se situações pouco claras como a admitida publicamente na época passada pelo treinador do Belenenses que afirmou que Miguel Rosa não estava lesionado mas que também não ficou de fora para a recepção ao Benfica por opção técnica.

É assim que se defende a verdade desportiva, não com reuniões mais ou menos duvidosas entre o recém-eleito presidente da LPFP e o presidente da equipa que tem sido beneficiada descaradamente e de forma sistemática.

Lopetegui

O empate de ontem deve-se em muito às opções tomadas por Lopetegui antes e durante o jogo. Pelas palavras do próprio, no final do encontro ficámos a saber que Óliver passou a semana a treinar condicionado e que por isso não aguentaria os 90 minutos e que Quintero só não foi titular porque sofria ainda dos efeitos de uma gastrointerite que o afectou durante a noite. Devido a estas limitações, o técnico espanhol optou por alterar o esquema habitual da equipa - deixando de lado o 4-3-3 - e fazer alinhar Adrián numa zona próxima de Jackson. O meio-campo ficou entregue apenas a Casemiro e Herrera, quando no banco estavam mais quatro médios(!): Óliver, Quintero, Rúben Neves e Evandro, que entrou na convocatória porque também Tello estava com problemas físicos. Adrián voltou a não mostrar nível para ser titular no FC Porto e Lopetegui voltou a inventar. Pior ainda: entendeu que seria melhor alterar o esquema da equipa para meter um segundo avançado (que ainda não justificou nenhuma das oportunidades que teve) em vez de dar continuidade ao 4-3-3 jogando com o Evandro ou o Rúben Neves no onze inicial.

Muita gente pensará que é fácil apontar o dedo quando não se ganha, mas também não é menos verdade que nos últimos jogos não havia grandes apontamentos a fazer. Lopetegui escolheu um núcleo de 18 jogadores, durante quatro jogos procedeu apenas a alterações pontuais dentro do mesmo e, após três jogos em clara evolução, o FC Porto fez em Bilbau o que para muitos foi a melhor exibição da época. Se as lesões podem justificar as alterações no onze inicial, não há nada que justifique a decisão de alterar um sistema de jogo que estava a dar cada vez mais frutos. Mesmo a forma como mexeu na equipa durante este jogo deixou muito a desejar. Ao bom estilo de Jorge Jesus, foi tirando elementos defensivos (primeiro Casemiro e depois Maicon) para lançar jogadores mais virados para o ataque (Quintero e Óliver), mostrando assim pouco engenho, dando a sensação de que não sabia bem o que fazer e que o melhor seria mesmo jogar mais com o coração e menos com a cabeça.

Lopetegui já fez muitas coisas boas neste arranque de temporada: Danilo está um jogador exuberante, um jogador à Porto e um lateral como há muito não se via por cá; Quintero é agora capaz de jogar vários jogos consecutivos; Herrera está cada vez mais parecido com o Herrera que se vê nos jogos da selecção mexicana; Quaresma é agora um jogador de equipa; Casemiro tem mostrado uma clara evolução na posição 6; e a equipa consegue agora criar oportunidades para que Brahimi rentabilize todo o futebol que tem nos pés. Isto para não falar do mais óbvio, como foi por exemplo a vitória sem espinhas no play-off de acesso à Liga dos Campeões e, uma vez na fase de grupos, a limpeza com que apurou o FC Porto para os oitavos-de-final com ainda duas jornadas por disputar.

Tudo isto são coisas bastante positivas e que merecem ser destacadas, mas por trás delas há uma série de erros, alguns deles crassos, que ditaram a perda de pontos preciosos no campeonato e a eliminação na Taça de Portugal em pleno Dragão. Muita das vezes - como ontem, por exemplo - o treinador portista demonstra falta de conhecimento sobre adversário que o FC Porto tem pela frente e, não menos grave, da realidade do campeonato português. Ninguém no seu perfeito juízo vai alterar a equipa (para pior) numa deslocação à Amoreira sabendo de antemão que o FC Porto tem tido sempre imensas dificuldades quando defronta o Estoril e que, já esta época, o Benfica só lá ganhou porque jogou em superioridade numérica metade da segunda parte.

O FC Porto já mostrou bom futebol esta época e que possui muitas e boas soluções no plantel. Infelizmente, e por irónico que seja, Lopetegui consegue fazer das diversas opções um problema e não uma vantagem. A única coisa que peço é que tenha aprendido com os erros e que não os volte a repetir. Além disso, seria agradável que também fosse capaz de antecipar alguns. Se calhar tinha-se evitado este empate e até a derrota na Taça frente ao Sporting.

9 de novembro de 2014

Emendar o que está certo só pode dar asneira


* Se não está avariado, não corrijas.

Porquê, Lopetegui? Porquê? Porquê este retrocesso? Porquê voltar atrás e mexer no que estava bem e cada vez melhor? A equipa estava em claro crescendo, sustentado por vitórias importantes que eram resultado da estabilidade e consistência que ia ganhando forma. Porquê optar novamente por este sistema alternativo e logo num dos campos mais complicados do campeonato? Ou não sabias? A responsabilidade por este resultado é tua e, infelizmente, já não é a primeira vez que se diz isto. Espero sinceramente que tenhas aprendido outra lição nesta noite e que não sejam precisas mais.

Destaques:

Adrián López: Um corpo estranho na equipa, continua a não justificar 1/3 do investimento, nem sequer as presenças no banco de suplentes e muito menos a titularidade.

Fabiano: À semelhança de Alvalade, saída da baliza completamente disparatada e escusada que valeu um golo.

Meio-campo? O que é isso?: Quando se aniquila a zona cerebral de qualquer equipa, torna-se difícil que as coisas corram bem. Não havia ninguém a pensar o jogo da equipa e a distribuir, fazer a bola circular, Casemiro e Herrera viram-se nas tarefas que cabem a três jogadores diferentes enquanto Óliver e Quintero estavam...no banco.

Substituições: Nem isso se salvou Lopetegui, nem isso. Desta vez não houve salvação a partir do banco. Quintero não conseguiu pegar no jogo e poucas vezes teve a bola nos pés, Aboubakar foi mais esforçado que Adrián e pouco mais, Óliver Torres, que deveria ter sido titular, foi o último a entrar, já com a equipa a perder.

Brahimi: O Deus do futebol deve ser argelino, mas sozinho não consegue fazer tudo.

Herrera: Das exibições mais competentes que a equipa teve. O melhor em campo da nossa parte.

O momento do jogo foi, sem dúvida o penalty convertido por Tozé a castigar a tremenda burrice de Fabiano. Ainda assim, depois do empate de Óliver, Jackson teve o golo da vitória nos pés, no último suspiro.

E assim se volta atrás depois de quatro pequenos grandes passos. O que deixa qualquer portista verdadeiramente frustrado é a certeza de que não falta qualidade neste plantel, que há equipa para fazer muito mais, mas não podemos continuar tão imprevisíveis. Três pontos de desvantagem para o primeiro lugar não são problemáticos em Novembro, mas irrita saber que deveríamos estar bem mais acima e preocupa o colinho confortável que tem atuado na grande maioria dos jogos de uma determinada equipa.