22 de janeiro de 2015

Na puta da raça!

O que se passou em Braga foi só mais um exemplo do que tem sido esta época e só veio dar razão a quem desvaloriza a Taça da Liga. Felizmente os nove Dragões a quem Cosme Machado permitiu que estivessem em campo durante a segunda parte conseguiram aguentar os 12 do Braga e trazer um ponto para a Invicta, ficando assim o FC Porto a depender apenas de uma vitória frente a Académica para seguir em frente na prova. Talvez para esse jogo a Liga se veja obrigada a mandar um peso pesado, quem sabe se entre Bruno Paixão, Manuel Mota ou João Capela não estará o escolhido para a missão?

Sasso e Tiago Gomes tiveram um privilégio que até agora era exclusivo de jogadores como Maxi Pereira, Luisão, Talisca ou Samaris e viram Cosme Machado perdoar-lhes o segundo cartão amarelo em faltas semelhantes o piores aquelas que valeram a Reyes os dois cartões que lhe valeram a expulsão. O Evandro foi anjinho e fez o que ninguém deve fazer quando um árbitro traz uma encomenda: deu-lhe oportunidade de brilhar e foi expulso por vermelho directo. Apesar de tudo Cosme Machado ainda se viu forçado a marcar um penálti para animar os da casa e ficou-se pelo amarelo a Indi. Não que a falta fosse merecedora de cartão vermelho, mas com o lanço que o árbitro da AF Braga (!) trazia cheguei a temê-lo. Talvez por ter achado que o segundo golo do Braga seria uma questão de tempo não o fez. Enganou-se.

Sérgio Conceição não viu as expulsões dos jogadores do FC Porto porque estava longe, mas conseguiu perceber nitidamente que não houve qualquer falta no lance do penálti que deu o 0-1. Depois elogiou Helton dizendo que se não fosse por ele tinha sido um resultado histórico, acrescentando que por vezes é mais difícil jogar contra equipas em inferioridade numérica. E preciso ter uma lata descomunal para dizer esta merda. Eu também podia dizer agora que se não fosse o Kritsyuk a negar o golo a Tello o Sérgio Conceição tinha passado aqui a maior vergonha da vida dele. Se é que a tem, claro. Porque eu estaria tudo menos orgulhoso de uma equipa que a jogar em casa não consegue virar um jogo em 45 minutos quando o adversário está com menos dois jogadores. Sérgio, calado és um poeta. Volta para o blackout.

Os jogadores do FC Porto que conseguiram acabar o jogo estiveram irrepreensíveis, em especial Helton que parece apostado em calar quem já lhe tinha diagnosticado o final da carreira. O mesmo para os portistas na bancada que foram o 10º (!) que a equipa tanto precisava.

Este tem de ser o momento em que todos os portistas, desde os adeptos aos dirigentes, se unem em volta da equipa para o que falta desta temporada. Em especial os dirigentes, porque comer e calar nunca foi nem pode ser a politica do FC Porto. De agora em diante, quem não for contra esta merda é a favor.