7 de março de 2015

A diferença que três faltas fazem

O FC Porto ganhou em Braga e fechou 100% vitorioso um ciclo que para os entendidos na matéria seria negro. Curiosamente, até diminui a distância para o primeiro lugar. Claro que o mérito dos Dragões é muito subjectivo, chegando bem perto de nenhum na cabeça e boca de alguns. As equipas que jogam com o FC Porto jogam de forma muito macia quando comparado com os jogos que fazem com o Benfica, dizem eles. Mais suave em que escala? 28 faltas contra 25. Estes dados podem ser facilmente confirmados num qualquer site com as estatísticas dos jogos.

A equipa treinada por Sérgio Conceição precisou de recorrer à falta por 28 vezes para vencer o Benfica por 2-1 na Pedreira, tantas como o Benfica fez, por exemplo, na vitória por 0-2 no Dragão. Contra o FC Porto, os bracarenses travaram em falta os adversários por 25 vezes. Curiosidade: as 28 faltas cometidas pelo Braga contra o Benfica valeram-lhe 8 cartões amarelos e um vermelho; as 28 faltas cometidas pelo Benfica contra o FC Porto renderam aos encarnados apenas 4 amarelos; ontem, os jogadores do Braga conseguiram ver o Amarelo apenas por 2 vezes nas 25 faltas que fizeram, enquanto os portistas receberam 3 amarelos em apenas 13 faltas. Não espantam assim as notícias que dão a dupla Luisão-Jardel como a mais limpa do campeonato (com apenas 1 amarelo cada) e que o Benfica tenha jogado já por 9 vezes em superioridade numérica enquanto que o FC Porto apenas o fez em 4 ocasiões.

A pergunta que se impões aos analista e opinion-makers é: a sensação de que os adversários geralmente parecem oferecer menos resistência ao FC Porto do que aos rivais não estará directamente relacionada com o facto do FC Porto ter efectivamente a equipa mais forte?

6 de março de 2015

Quem vive das aparências sujeita-se a isto

Em primeiro lugar, fico feliz por saber que os diários desportivos e restante comunicação social voltaram a ter Internet nas respectivas redacções. Estranhei que o artigo do jornalista Aritz Gabilondo não tivesse tido qualquer eco em Portugal, mas em nada me espanta que o artigo de opinião do director de comunicação do Benfica, João Gabriel, esteja em absoluto destaque. Afinal, imparcial é ele.

No meio de tanta outra diarreia verbal característica deste papagaio, destaco o aproveitamento das palavras do Vendido Baía. Segundo João Gabriel, o antigo guarda-redes do FC Porto teve uma "declaração corajosa e lúcida" ao afirmar que "os árbitros são apenas desculpas para o fracasso". De facto, a inteligência do dirigente benfiquista deve-lhe ter ido com o cabelo ou então sofre de amnésia selectiva. Eu aposto nas duas, mas adiante... É engraçado que João Gabriel se tenha exposto ao ridículo de tentar manter a máscara do auto-intitulado Glorioso no país vizinho, situação própria de quem vive apenas das aparências. Não é preciso ser nenhum expert na matéria para perceber que sem erros da arbitragem o Benfica não estava em primeiro lugar, mas nem de perto nem de longe. Talvez andasse numa luta interessante com o Sporting pelo segundo lugar, o que nem seria mau de todo.

É surreal e ridículo que alguém se escude numa vitória num clássico caída do céu e numa goleada por 6-0 para justificar o que quer que seja. Se o Penafiel tivesse ganho por 7-0 ao Gil Vicente e tivesse também batido o FC Porto significava que merecia estar em primeiro lugar? Dito isto, transcrevo o trabalho desenvolvido pelo tribunal do Dragão em relação à liderança forjada do Benfica no campeonato:
14 pontos com intervenção directa de erros de arbitragem.
7 penáltis por marcar a favor dos adversários
3 penáltis mal marcados a favor do Benfica
7 golos precedidos ou através de irregularidades
4 golos limpos anulados aos adversários.
2 expulsões mal assinaladas a favor do Benfica
3 expulsões por assinalar contra o Benfica
0 pontos perdidos por erros de arbitragem
0 golos sofridos com irregularidades
6 jogadores sem impedimentos físicos que não defrontaram o ex-clube
17 jogadores de adversários suspensos para o jogo com o Benfica
Todos os detalhes que levaram a esta conclusão podem ser encontrados neste link: Anatomia de um campeão forjado.

São dezenas de situações onde o Benfica foi directamente beneficiado, nem sequer fala dos erros que prejudicaram o FC Porto e, por isso mesmo, acabam por beneficiar indirectamente esta liderança mentirosa. Lopetegui teve toda a razão quando falou na sorte e no azar que têm beneficiado uns e prejudicado outros, é evidente e está à vista de todos. Depois, como o próprio fez questão de esclarecer, não disse o nome Benfica e nem falou em árbitros, mas no entanto foram os únicos a enfiar a a carapuça.

Parece que qualquer coisa acertou em cheio na colmeia, porque nestas duas semanas já saíram as abelhas quase todas cá para fora. José Eduardo Moniz, João Gabriel, Jorge Jesus e, ainda ontem, Varandas Fernandes. Este último diz que "sem interferências externas negativas de certeza absoluta que vamos ser campeões", frase que corrijo para "só com interferências externas positivas [para o Benfica] é que podemos ser campeões". Era isto que o vice-presidente do Benfica devia ter dito. Tenho pena que só agora tenha vindo a público pedir um inquérito à Liga, teria sido bastante pertinente o Benfica ter exigido uma investigação às acusações feitas por Bruno de Carvalho, mas esse só mereceu um tweet... Vá-se lá saber porquê.

Falta agora Rui Costa e Luís Filipe Vieira virem a público defender o indefensável. Talvez João Gabriel esteja já a redigir o guião para a semana do Benfica-FC Porto.

A última vez contra o Braga foi assim...

Hoje, às 20:30, o FC Porto vai a Braga para defrontar o Sporting local. Na primeira volta do campeonato os Dragões, a jogar em casa, venceram por 2-1 e, mais recentemente, em jogo a contar para a fase de grupos da Taça da Liga, 1-1 foi o resultado final. É precisamente nesta partida que nos iremos concentrar.

O jogo ficou irremediavelmente marcado pela arbitragem de Cosme Machado. O árbitro da AF Braga expulsou Reyes com duplo amarelo num espaço de 6 minutos, curiosamente nas duas únicas faltas do mexicano na partida. Pouco tempo depois perdoa o segundo cartão amarelo a Sasso numa falta semelhante à que ditou a expulsão a Reyes e, no espaço de minutos, mostra vermelho directo a Evandro, forçando assim o FC Porto a jogar com apenas oito jogadores de campo toda a segunda parte. A segunda parte começa com Cosme Machado no mesmo ritmo e entre faltas de Tiago Gomes, que lhe podiam e deviam ter valido a expilsão, lá arranjou tempo para inventar o penálti que deu o 1-1 ao Braga.

Quem não estava para brincadeiras era Helton. O capitão do FC Porto cumpria o segundo jogo após longa paragem por lesão contraída na época passada e teve uma noite onde defendeu tudo, sendo o penálti a única excepção. O guarda-redes brasileiro acabou o jogo em lágrimas e visivelmente emocionado. Não era motivo para menos, acabara de salvar o primeiro lugar no grupo após ter recuperado de uma lesão que lhe colocou a carreira em risco. Para já, essa noite valeu-lhe o estatuto de suplente de Fabiano que até aí pertenceu a Andrés.

Gonçalo Paciência tem ainda mais um motivo para se recordar desta noite além dos já enumerados: foi o jogo onde se estreou como titular na equipa principal do FC Porto. Começou como avançado e até foi ele que sofreu a falta que deu origem à grande penalidade com que Evandro abriu o marcador. Mas a expulsão de Reyes obrigou-o a funcionar como terceiro elemento do meio-campo, tendo mesmo ficado com a responsabilidade de ajudar José Ángel a fechar o flanco esquerdo após a expulsão de Evandro naquilo que foi o 4-4-0 que o FC Porto foi obrigado a jogar. Foi substituído ao minuto 60 quando estava visivelmente esgotado, mas já depois de ter feito mais do que o suficiente para conquistar a confiança de Lopetegui.

Hoje espera-se um jogo completamente diferente, até pelas diferentes características do mesmo. Se em Janeiro Lopetegui optou por utilizar as segundas linhas, esta noite espera-se um FC Porto na máxima força dentro dos possíveis e a convocatória espelha isso mesmo. O que não espero é que a arbitragem do jogo da Taça da Liga tenha sido um ensaio final para atrasar já nesta jornada ainda mais o FC Porto na luta pelo primeiro lugar.

5 de março de 2015

Portistas Anónimos há muitos - Bluegosfera


E se houvesse um espaço onde fosse possível consultar de forma rápida se há novidades no universo digital azul-e-branco? Na Bluegosfera encontrará ligações directas para os diversos fóruns portistas, um vasto leque de blogs com links actualizados para os últimos posts e ainda outros links para sites de apoio ao FC Porto.

Definitivamente, para adicionar aos favoritos e manter debaixo de olho.

4 de março de 2015

Rivalidades

O futebol é feito de rivalidades e, historicamente, os adeptos de FC Porto, Benfica e Sporting têm obrigações uns perante os outros. Portista que nunca elogiou perante um amigo benfiquista a venda de Garay por €6M ou mencionou o facto de o Sporting já não perder há duas semanas mesmo sabendo que não houve jogos nesse período, está a falhar perante elas. Claro que temos de estar mentalizados para ouvir algumas coisas que não vamos gostar, mas as rivalidades a isso o obrigam.

Felizmente que a rivalidade com o Benfica tem estado sempre presente e vai dando para manter o pessoal concentrado. Ainda me lembro de há uns anos, nas primeiras jornadas de um campeonato que começou mal para os lados da Luz, me perguntarem se sabia a diferença entre o Benfica e uma joaninha. A resposta era simples e deliciosa: a joaninha tem pontos. E a vontade de ver o Benfica perder está sempre presente, mesmo na pré-época quando jogam contra uma equipa qualquer da terceira divisão da Suiça.

Com o Sporting já não era bem assim há uns tempos. E acho que se percebe que um clube bateu no fundo quando os adeptos rivais começam a ficar indiferentes ou até mesmo a desejar-lhe vitórias. Foi isto que aconteceu com o Sporting nos últimos tempo. Nunca cheguei ao ponto de estar a torcer por eles, mas quando ganhavam não me incomodava minimamente. Se calhar percebi tudo mal e nos últimos anos o Sporting não esteve fraco - se repararmos tem o dobro dos campeonatos do Boavista nos últimos 30 anos -, simplesmente decidiu alargar o leque de rivais ao Rio Ave, Académica, Vitória de Guimarães, etc. Por isso, temos muito a agradecer a Bruno de Carvalho. É com satisfação que vejo os portistas a deixarem novamente a olhar para o Sporting como se fosse um animal de estimação e que o voltem a respeitar como um rival: desejando-lhe a derrota. Sempre.

Esta falta de noção da rivalidade entre FC Porto e Sporting é um dos factores que levam a que os Dragões não vençam em Alvalade desde 2008 mesmo tendo equipas por vezes muito superiores. Enquanto o FC Porto ia encarando esses jogos como mais um, o Sporting faz questão de o tratar como deve ser tratado. Vejo essa indiferença portista a mudar nos últimos tempos e acredito que o clube só tem a ganhar com isso.

É que eles, sportinguistas, vão-se agarrando ao que podem para tentar gozar connosco. Vejamos:

 

Os pobres desgraçados acreditam genuinamente que os portistas lhe copiam os cânticos e até os meios oficiais do clube tentam passar essa ideia. O que me espanta é eles não acharem estranho que as claques portistas só cantem o "Só eu sei" precisamente em jogos contra o Sporting. Mas vamos dar-lhes esse prazer e continuar a fazer de conta que foram plagiados. Porque, além disso, pouco mais lhes resta.

3 de março de 2015

Quando um hat-trick rouba o prémio de MVP, o alegado cansaço do Sporting e Artur Soares Dias

Acho injusto que o prémio de melhor em campo seja atribuído àquele que marcou um golo, embora entenda que um hat-trick num jogo desta importância não deixe grande margem de manobra. Tello foi considerando o MVP do clássico, deixando para trás Jackson Martínez que, não tenho dúvidas, foi o jogador-chave do FC Porto. Tello teve o dom de (finalmente!) aproveitar um trabalho colectivo que lhe permite jogar quase como Wide Receiver ao estilo do futebol americano, sem qualquer preocupação defensiva, deixando o apoio a Danilo entregue a Casemiro e Herrera, com Jackson a ajudar a apagar os fogos a meio-campo resultantes desta peculiar Simbiose. O avançado colombiano tem o dom de se adaptar com facilidade ao companheiros e, ao contrário da moda para a posição, está disposto a ser aquele que serve a equipa em vez de esperar ser servido por ela. A jogar como no passado domingo e em muitos outros jogos, Jackson podia acabar o campeonato sem qualquer golo que não deixaria de ser um enorme destaque na equipa do FC Porto. Acho que não pode haver maior elogio para um ponta-de-lança do que este.

Claro que o trabalho do FC Porto desenvolveu pouco ou nada importaram para os experts. Os verdadeiros motivos foram o desgaste do Sporting e uma má noite de Jonathan Silva. Em primeiro lugar, não posso deixar de dizer que se trata de uma análise um bocadinho primitiva por parte dos opinion-makers ao atribuir a culpa dos três golos ao lateral argentino. "Quem marcou os golos? Foi o extremo-direito? Então a culpa foi do lateral-esquerdo adversário". Não, não é assim que nada disto funciona. O que pode fazer um defesa quando está um para um com um extremo muito mais rápido e quando o resto da defesa está demasiado recuada quer para impedir o Jackson de jogar à vontade, quer para definir uma linha de fora-de-jogo a Tello? Isso então é demasiado evidente no segundo golo, onde Cédric está dois ou três metros atrás dos restantes companheiros de sector. Marco Silva foi traído pela estratégia de pressão alta, com os médios João Mário e Adrien a pressionar bem alto a saída de bola do FC Porto, talvez por não contar com Evandro a tirar William da posição 6 e com Jackson a aproveitar essa "no man's land" para jogar à vontade.

Depois há a questão do desgaste dos jogadores do Sporting. Quem foram os melhores em campo na equipa verde-e-branca? Para a imprensa desportiva foram Paulo Oliveira, William Carvalho, João Mário e Cédric. Curiosamente, todos eles jogaram 90 minutos no empate a zero com o Wolfsburg. Adrien, um dos mais apagados no Dragão, foi substituído aos minuto 64 no jogo europeu já depois de não ter alinhado um único minuto na jornada anterior. No clássico também saiu com o jogo em 60 minutos. Montero, que também não teve uma noite feliz, jogou 12 minutos na passada quinta-feira e também ele não foi utilizado frente ao Gil Vicente. Carrillo fez 30 minutos como suplente utilizado na jornada anterior e actuou cerca de 80 minutos tanto na Liga Europa como frente ao FC Porto. Mesmo em minutos acumulados os jogadores do Sporting estão um bocado atrás dos Dragões. Excluindo os guarda-redes, só William Carvalho (2602 minutos) se aproxima de Jackson e Danilo (2811 e 2749 minutos, respectivamente) na lista dos mais utilizados. Por exemplo, numa comparação directa, Herrera tem sensivelmente os mesmos minutos que Adrien e mais 200 do que João Mário. No entanto, o mexicano acabou o jogo em alta enquanto Adrien, como já referi, foi substituído relativamente cedo na partida e João Mário acabou visivelmente esgotado. Danilo, que esteve em dúvida para o jogo por lesão e que até saiu lesionado, não teve qualquer problema em secar Nani que até tem menos sensivelmente 400 minutos nas pernas. Mesmo Carrillo tem menos 100 do que Alex Sandro. Se o problema fosse mesmo o cansaço, porque é que o Marco Silva deixo o Carlos Mané, que tem estado bem,fora dos convocados? Dito isto, não será simplesmente a equipa do FC Porto superior à do Sporting ou a estratégia de Lopetegui melhor que a de Marco Silva?

No fim do jogo tive oportunidade de escrever o seguinte sobre o trabalho da equipa de arbitragem: "Artur Soares Dias fez uma daquelas arbitragens habilidosas, onde tudo o que era faltinha contra o FC Porto era assinalada enquanto que os jogadores do Sporting iam jogando duro à escala que bem entendessem. O árbitro portuense mandou jogar em três lances duvidosos na área dos leões, perdoou o cartão amarelo a João Mário por falta dura sobre Herrera, enquanto Cédric ainda está a tentar perceber como acabou o jogo. Já Danilo e Alex Sandro levaram cartões amarelos absolutamente ridículos. Há que começara a arrepiar caminho a ver se algum deles chega ao 9.º para o grande dia... Escaparam os árbitros auxiliares, que decidiram bem em todos os lances, ao contrário do que já aconteceu por imensas vezes neste campeonato".

Curiosamente, a arbitragem do clássico foi ao encontro do que Artur Soares Dias já fez no passado, como o exemplo que também descrevi aqui ainda na semana passada: "Mais do que o amolecimento do Estoril (5.º amarelo exibido aos dois defesas-centrais dos estorilistas) para a visita à Luz nesta jornada, importa tentar não lembrar a arbitragem habilidosa no Benfica-FC Porto da época passada onde, talvez para também ele homenagear Eusébio, interrompeu uma jogada em que Jackson seguia isolado para a baliza encarnada para marcar uma falta a meio campo e transformou duas faltas de Garay dentro da grande-área do Benfica sobre jogadores portistas, Quaresma e Danilo, em simulações, sendo que a Danilo lhe valeu o segundo cartão amarelo e o respectivo vermelho. Curiosamente ou não, o primeiro foi mostrado na sequência dos protestos feitos no lance interrompido ao Jackson".

Olhando a estes factos, faz-me um bocado de confusão que Pinto da Costa tenha decidido fazer vista grossa ao trabalho do árbitro no jogo de domingo. Não pode estar tudo bem simplesmente porque o FC Porto ganhou. Erros são erros e num campeonato como este, onde a tendência dos mesmos começou a ser definida desde muito cedo, não se pode estar com paninhos quentes. Artur Soares Dias fartou-se de inventar faltas ao ataque portista dando com isso um empurrãozinho ao Sporting, que ia aproveitando para sacudir a pressão. Num dia mau do FC Porto teria sido o suficiente para inclinar completamente o campo. Entristece-me que se desculpabilize desta forma os tais erros flagrantes que o próprio Pinto da Costa mencionou. Não se pode baixar a guarda desta maneira só porque se ganhou e não percebo o que fez mudar a opinião do Presidente que ainda na época passada afirmou que o árbitro portuense "tem que deixar a arbitragem ou pedir escusa dos jogos do FC Porto".

P.S.: Em Espanha já os toparam...

Como é vista a Liga Colo-Colo em Espanha

Tive conhecimento deste artigo através do Tribunal do Dragão e não podia deixar de o partilhar aqui. Como seria de esperar, o texto não teve qualquer eco em Portugal, como por exemplo os elogios que chegam do estrangeiro ao FC Porto, ficando retido nos filtros da comunicação social portuguesa. Por acreditar que não é necessária qualquer tradução, aqui fica o artigo na integra e no idioma original:

«En Oporto protestan por los arbitrajes hechos al Benfica


El líder del campeonato ha jugado 13 de 27 partidos con uno más. El Oporto debería tener un punto más que el Benfica según algunos programas de TV.


El viento sopla a favor del Benfica en Portugal. También el arbitral. Las constantes decisiones beneficiosas para los benfiquistas tienen a los de Jorge Jesus con siete puntos de ventaja sobre el Oporto y un partido más (ayer goleó al Estoril por 6-0), que asiste impotente al habitual ejercicio de errores arbitrales en Portugal. Lo malo es que siempre tienen una misma dirección, sobre todo este curso.

Hay datos para refutarlo. Hasta en trece partidos de los 27 disputados ha jugado el Benfica en superioridad numérica; ocho de ellos, además, durante un tiempo superior a la media hora. Demasiada ventaja con respecto al Oporto. Los de Lopetegui sólo se han visto cuatro veces en esa situación de ventaja, mientras que en otras dos estuvieron en inferioridad.

Ante Moreirense hace una semana volvió a ocurrir. El Benfica remontó un 1-0 con otra rigurosa expulsión de uno de sus rivales. Según el acta, la roja fue por protestar: “¡Pero qué estás diciendo!”. El resultado final (1-3) dejó en nada cualquier atisbo de recortar puntos por parte del Oporto.

La polémica televisiva también refuerza esta teoría. En un conocido programa futbolístico que se edita en Lisboa se analizaron favores y perjuicios del líder benfiquista y del segundo portuense. El veredicto no pudo ser más esclarecedor: al Benfica le han dado cuatro puntos y al Oporto le han quitado otros cuatro. Es decir, el Oporto debería tener un punto más que el conjunto de Lisboa.

Quizá por eso, la prensa de Lisboa tampoco se hace mucho eco del asunto. Los diarios deportivos con más tirada del país (Record y A Bola) son de la capital y no quieren definirse. Tampoco se ve demasiado bien que Lopetegui y su elenco de españoles, hasta siete jugadores en la primera plantilla, más cuerpo técnico y demás, discuta la hegemonía de un Benfica entrenado por un portugués y con más lusos en la plantilla.

Además, hay que recordar que el presidente del Oporto, Pinto da Costa, ya tuvo problemas en el pasado con los dirigentes federativos por rencillas producidas muchas veces como consecuencia de arbitrajes..»

Fonte: http://futbol.as.com/futbol/2015/03/01/internacional/1425185891_486750.html

1 de março de 2015

Três secos e sem espinhas


O Sporting regressa a Lisboa com um 3-0 na mala e com a ideia que até teve sorte. Apesar disso, o jogo não foi fácil para o FC Porto que começou algo nervoso mas que aos 20 minutos de jogo já dominava completamente. O Sporting jogou sempre fechado à procura de um erro que lhe permitisse chegar ao golo, mas esse erro nunca apareceu e o Fabiano acabou por ter uma noite descansada onde não teve de fazer uma única defesa. Mas a Sporttv foi quem mais perdeu esta noite, uma vez que ao minuto 58 viu o share descer em 50%...

Tello teve uma noite de sonho e marcou três golos em outras tantas jogadas em nada diferentes às muitas que já desperdiçou esta época. A velocidade do espanhol foi essencial para desmontar um Sporting apostado em segurar o empate. Jackson continua um monstro cada vez mais difícil de descrever e Casemiro - o jogador com mais recuperações no campeonato segundo os números da Sporttv - continua a ser aquele que tem de dar o corpo à maioria das balas adversárias.

De um momento para o outro, aquilo que aos olhos da generalidade da comunicação social era um Super-Sporting capaz de se bater com qualquer equipa e que andava cheio de peito, voltou a ser o coitadinho que joga com não sei quantos jogadores portugueses e mais uns quantos da formação, que tem gasta um terço no futebol do que gasta o FC Porto e que não está preparado para jogar duas vezes por semana. Só não sei para onde tinham ido estas ideias quando o Benfica foi a Alvalade jogar fechadinho para o empate. O padrão é sempre o mesmo: FC Porto, adversários fracos ou a atravessar um mau momento; Benfica, adversários fortes ou numa excelente forma.

Artur Soares Dias fez uma daquelas arbitragens habilidosas, onde tudo o que era faltinha contra o FC Porto era assinalada enquanto que os jogadores do Sporting iam jogando duro à escala que bem entendessem. O árbitro portuense mandou jogar em três lances duvidosos na área dos leões, perdoou o cartão amarelo a João Mário por falta dura sobre Herrera, enquanto Cédric ainda está a tentar perceber como acabou o jogo. Já Danilo e Alex Sandro levaram cartões amarelos absolutamente ridículos. Há que começara a arrepiar caminho a ver se algum deles chega ao 9.º para o grande dia... Escaparam os árbitros auxiliares, que decidiram bem em todos os lances, ao contrário do que já aconteceu por imensas vezes neste campeonato.

O jogo teve ainda a curiosidade de ter Indi a jogar os últimos minutos como lateral-direito. Imagino como se tenham sentido aqueles que olham de lado a uma dupla de defesas-centrais composta por dois esquerdinos ao verem um defesa-central esquerdino jogar na direita da defesa. Muitos portistas deixam-se levar na cantiga dos comentadores que fazem da dupla Indi-Marcano um problema por ambos usarem preferencialmente o pé esquerdo, quando para jogar no FC Porto nunca deve ser o pé preferido mas sim a competência. Competência que não faltou a Evandro, a grande novidade de Lopetegui no onze. O brasileiro não acusou a pressão de substituir Óliver e teve uma actuação muito positiva.

Para terminar deixo uma pergunta extra-Clássico: o que Pintassilgo, Miguel Oliveira e Rui Sampaio têm em comum com Yohan Tavares e Rúben Fernandes?

P.S.: Notícia Record no rescaldo deste FC Porto 3-0 Sporting: Benfica supera FC Porto nos golos marcados. Parece que foram mesmo os encarnados os grandes vencedores da jornada...