21 de março de 2015

A última vez contra o Nacional da Madeira foi assim...

Não sendo propriamente um cartão de visita deste FC Porto, o jogo da primeira volta frente ao Nacional ficou marcado por uma entrada forte e com um golo marcado na primeira grande ocasião. Rui Silva, que se revelou nesse jogo bem mais assertivo que na jornada seguinte, negou o 1-0 após um excelente cabeceamento de Jackson, mas nada pode fazer quando Danilo(!) apareceu para a recarga. Os madeirenses ainda tiveram uma ou outra oportunidade para marcar fruto de um desacerto defensivo que os Dragões viviam na altura, mas o 2-0 colocou um ponto final no jogo. Excelente jogada colectiva que terminou com a magia de Brahimi a tirar dois adversários do caminho antes de rematar forte e colocado.

O jogo ficou ainda marcado como sendo o último a contar para o campeonato em que Herrera ficou no banco de suplentes. Desde então tem figurado sempre no onze inicial de Lopetegui e o mesmo se espera para hoje.

20 de março de 2015

Bayern München


Difícil. Duro. Exigente. Complicado. Motivador. Todos estes adjectivos podem caracterizar o adversário do FC Porto nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, bem como toda a prova. O sorteio ditou que seria o Bayern de Munique a próxima equipa no caminho dos Dragões na prova milionária e não há outra maneira de olhar para a eliminatória a não ser com coragem e ambição. O FC Porto não é de virar a cara à luta e, apesar do enorme favoritismo dos alemães, tem a legitima ambição de seguir para as meias-finais.

Tanto como a enorme valia do adversário, importa também o enquadramento em que os jogos serão disputados. O jogo com o Rio Ave, que antecede a primeira mão da eliminatória, na melhor das hipóteses será disputado no dia 11 de Abril, uma vez que os vilacondenses têm jogo com o Braga no dia 7, impossibilitando assim que receba o FC Porto na sexta-feira dia 10. Depois, entre os jogos com o Bayern, existe a recepção à Académica que o FC Porto tem de antecipar para dia 18 para ganhar mais um dia de descanso para a segunda mão. Após concluída a eliminatória existem duas possibilidades para os Dragões: defrontar o Benfica a 25 de Abril na final da Taça da Liga caso eliminem o Marítimo (jogo na Madeira a 2 de Abril) ou então não defrontar ninguém porque o Benfica jogará de qualquer maneira a final nesse dia, adiando assim o Benfica-FC Porto do campeonato. Ninguém sabe explicar porquê, mas segundo o regulamento a Taça da Liga tem prioridade sobre o campeonato.

Um ciclo alucinante que pode terminar com um duplo embate com o Benfica logo na ressaca dos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Se há altura em que a rotatividade imposta por Lopetegui no inicio do campeonato tem de dar frutos, essa altura é a partir da paragem para os jogos das selecções.

19 de março de 2015

Fabiano tem de fazer parte da solução e não do problema

Fabiano tem estado sob fogo depois de, em jogos consecutivos, ter lesionado Danilo e ter sido expulso quando, em ambas as situações, teve de sair da grande área para travar um ataque adversário. Foi notório para toda a gente que assistiu aos últimos jogos que Lopetegui vinha pedindo ao número 12 do FC Porto para actuar como uma espécie de líbero, compensando assim o espaço que a defesa deixa nas costas para que a equipa possa pressionar mais próximo da baliza adversária. Contra o Basileia a primeira saída da baliza acabou com o Danilo inconsciente no relvado e a ir para o hospital de ambulância, mas, durante o resto do jogo, Fabiano foi chamado a intervir dessa forma pelo menos por mais um punhado de vezes e correu tudo bem. Frente ao Arouca, foi expulso à primeira tentativa deixando a equipa em inferioridade numérica durante 80 minutos.

Não será segredo para ninguém que de todos os guarda-redes que o FC Porto tem - e não são tão poucos! - Helton é sem dúvida o que melhor se adapta ao papel de guarda-redes líbero e que ainda acrescenta uma óptima comunicação com a equipa e um jogo de pés de fazer inveja a muitos jogadores de campo. Mesmo sem os recentes erros de Fabiano, Helton já era o guardião ideal para o estilo de jogo de Lopetegui. O técnico basco, acima de tudo, tem tentado ser justo com todos os jogadores do plantel. Entre Tello, Brahimi e Quaresma já todos tiveram o estatuto de suplentes devido aos concorrentes atravessarem melhor momento, e o mesmo se passou com Marcano, Indi e Maicon. Por isso, se o treinador decidir que Fabiano deve regressar à baliza após castigo é porque entende que Helton está menos preparado para ser o titular e não apenas por capricho.

Dito isto, é importante relembrar algumas coisas. Toda a gente se lembra do que era Fabiano quando chegou ao FC Porto: um óptimo shot stopper, franco a jogar com os pés e incapaz de sair da baliza, tanto para agarrar um cruzamento fora da pequena área como para cortar uma bola metida nas costas da defesa. Era o típico guarda-redes de equipa pequena mas que o FC Porto quer transformar num guarda-redes de equipa grande.

Depois de um ano e meio a melhorar na sombra, o camisola 12 aproveitou a grave lesão de Helton para assumir a titularidade que dura até hoje. Desde o primeiro jogo como titular "absoluto" que se nota que Fabiano está diferente. Muito mais fiável e seguro a jogar com os pés e mais corajoso e eficaz a sair aos cruzamentos. Embora não seja ainda um expert em nenhum desses campos, agora a defesa já pode contar com ele de forma relativamente tranquila. Falta agora o último passo para que Fabiano se possa tornar um guarda-redes de topo: dominar o espaço atrás da linha defensiva.

O FC Porto precisa de um guarda-redes que saiba organizar a defesa e seja ele próprio um defesa quando necessário. O que falta a Fabiano para assumir esse papel é uma coisa que faz falta a qualquer jogador: confiança. E a confiança só se pode ganhar a jogar e a melhorar cada vez mais. Com cerca de 2 metros de altura, Fabiano tem de ter a confiança necessária para jogar uns metros mais à frente, para sair a um cruzamento e saber que se o adversário saltar com ele vai aguentar a carga, ou mesmo para ter a convicção que se lhe tentarem fazer um chapéu de longe que tem velocidade suficiente para evitar o golo.

Os dois erros dos dois últimos jogos eram evitados se Fabiano tivesse a coragem suficiente para estar colocado à entrada da grande área enquanto o FC Porto estava no ataque. Se lá estivesse, teria tido mais tempo para decidir se havia necessidade ou não de abandonar a baliza para interceptar o lance, pois já estaria a meio caminho de o fazer. A falta de confiança leva-o a colocar-se muito atrás e é isto que Lopetegui tem de trabalhar com o camisola 12.

O FC Porto não pode desistir de Fabiano por causa de dois erros. Não agora que a evolução do jogador tem sido positiva em todos os aspectos. Falta um pequeno "click" para que estejamos perante um guarda-redes de topo. O caminho é insistir no treino destas situações para que sejam resolvidas cada vez com mais naturalidade. Caso não evolua de forma positiva, então Fabiano nunca poderá ser guarda-redes do FC Porto.

Nova machadada no mito dos 6 milhões

Desde ontem que o FC Porto é o clube português com mais seguidores no facebook. Tal só foi possível porque a empresa de Zuckerberg decidiu remover de todas as páginas os "likes" provenientes de contas inactivas ou de pessoas falecidas. No momento em que escrevia este texto, a vantagem portista rondava os 34 mil seguidores, estando a cerca de 233 mil de atingir os 3 milhões. Não deixa de ser curioso que o apelidado clube regional tenha mais seguidores na mais famosa rede social do que o auto-intitulado maior clube do mundo. Isto só demonstra que a história dos 6 milhões de benfiquistas só em Portugal e mais de 10 milhões por tudo mundo não passa de uma história muito bem vendida. Ou isso, ou o FC Porto domina cada vez mais as preferências junto dos mais jovens, que são quem mais utiliza esta rede social, ou então é o clube português que mais simpatia consegue recolher além-fronteiras. Ou talvez a justificação esteja mesmo algures no meio de todos estes factores. De qualquer das formas, é um excelente indicador do crescimento da marca FC Porto e mais um motivo para olhar para o futuro e ver um país cada vez mais azul e branco.

16 de março de 2015

Tribunal d'O Jogo - Incompetência ou má-fé?


De um grupo de três ex-árbitros, apenas um - Pedro Henriques - considera que o lance em que Quaresma leva uma pontapé na cara seria motivo para penálti. Os outros dois - Jorge Coroado e José Leirós - acham que o lance seria apenas motivo para livre indirecto. Se quisermos alargar a amostra a mais um árbitro, neste caso ao do jogo, concluímos que em quatro juízes 50% acham que um pontapé na cabeça é livre indirecto, 25% acham que é penálti e 25% não há motivo para assinalar qualquer falta. Por coincidência, o que ainda está em actividade - Jorge Tavares - é quem acha que não é nada. Isso diz muito sobre o que se tem passado pelos estádios de Portugal.

O que diz afinal a lei? Após consulta às Leis do Jogo no site da FPF a conclusão não foi muito complicada:


As instruções são claras, entre outras coisas, dar ou tentar dar um pontapé num adversário é motivo para livre directo e, caso seja dentro da área, penálti. Mas o que gera alguma confusão nas pessoas é o seguinte:


Devido ao facto de o jogo perigoso ser sancionado com livre indirecto, há quem ache que as situações semelhantes à deste caso se enquadram neste tipo de punição. Por isso mesmo, o International Board, na secção das Linhas Orientadoras, esclarece:


A partir do momento que existe contacto físico, como por exemplo, sei lá, um pontapé na cabeça, o livre passa a ser directo que, como todos sabem, dentro da área é penálti.

Que o comum dos adeptos não saibam isto é aceitável. Que analistas e ex-árbitros não saibam é vergonhoso. Quem um árbitro nem veja falta nenhuma já entra no campo da palhaçada.

15 de março de 2015

"Mala suerte"

Em primeiro lugar devo dizer que, embora tenha perfeita convicção de que Fabiano devia ter visto apenas o cartão amarelo, aceito que o árbitro, sob pressão, tenha decidido pelo vermelho. Aceito e, face ao histórico deste campeonato, era óbvio que, para um jogador do FC Porto, não havia outra alternativa que não a expulsão. E parece que Jorge Tavares também seguiu a mesma linha de pensamento. São as tais sortes distintas de que o Lopetegui fala mas que se vão confirmando semana após semana. Azar para o Fabiano que errou e viu o erro ser penalizado por uma decisão precipitada (não quero cair na tentação de dizer premeditada) de quem tinha obrigação de ajuizar o lance com calma devido à complexidade do mesmo. Ibrahimovic disse hoje que França não merece uma equipa como o PSG, por cá o FC Porto vive com esse sentimento há anos.

Com várias ausências de peso e mesmo ficando cedo com apenas 10 jogadores, os Dragões massacraram durante toda a primeira parte a equipa do Arouca, chegando a ter 78% de posse de bola, por isso foi com naturalidade que o golo chegou. Aboubakar voltou a marcar ao Arouca, que continua assim a ser a única vítima do camaronês em jogos do campeonato. Quaresma esteve sempre em destaque e foi o jogador do FC Porto que mais puxou a equipa para o ataque, sendo que foi dos pés dele que saiu o cruzamento milimétrico para o único golo da partida. Na segunda parte o Arouca foi atrás do resultado e, em função da superioridade numérica, causou alguns calafrios à baliza defendida por Helton, provando assim que qualquer um se agiganta quando o adversário está com menos jogadores em campo...

Ricardo é provavelmente o jogador mais azarado do mudo e a prova que não basta ter talento e trabalhar bem, também é preciso estar no sitio certo à hora certa. Apesar de ter mostrado competência sempre que foi chamado a jogar, acabou por ser o sacrificado após a expulsão de Fabiano para permitir a entrada de Helton, ficando-se pelos 11 minutos em campo numa das escassas oportunidades que teve de jogar até agora. Tenho verdadeiramente pena do rapaz e espero que no futuro tenha mais sorte.

Helton fez uma defesa fantástica já na segunda parte negando o empate à equipa visitante, num lance que, por acaso, até foi precedido de fora-de-jogo. Com esta exibição aliada à de Braga e a expulsão de Fabiano, será que teremos o camisola 1 como titular para o resto da época?

Foi assim mais um jogo que se calhar o FC Porto não devia ter ganho, num campeonato em que se calhar não seria suposto ter ainda a luta pelo primeiro lugar minimamente em aberto. Que costume feio este do FC Porto em lutar até ao fim... Mala suerte para quem está à espera para festejar. Ainda não foi desta.

P.S.: Até me esqueci do pontapé que o Quaresma levou na cara dentro da grande área do Arouca.

A última vez contra o Arouca foi assim...

Na primeira volta deste campeonato o FC Porto foi a Arouca vencer por 0-5 num jogo sem grande história e que ao intervalo já registava um 0-3 no marcador. Jackson marcou por duas vezes e até foi rendido por Aboubakar que também teve tempo para inscrever o nome na lista dos marcadores, sendo que depois disso ainda não voltou a marcar em jogos do campeonato. Casemiro, que na altura atravessava um fase complicada devido à contestação de muitos adeptos, estreou-se a marcar com a camisola do FC Porto. O outro golo, que até foi o que abriu o caminho para a goleada, foi marcado por Quintero.

Hoje espera-se um FC Porto diferente. Maicon, que na primeira volta foi suplente não utilizado, não foi convocado e a dupla de defesas-centrais deverá ser Indi-Marcano. Danilo encontra-se a recuperar do susto de terça-feira e será rendido no onze por Ricardo, enquanto Tello que, fazendo fé nos rumores, está a passar um mau bocado na vida privada, terá a primeira oportunidade de defrontar o Arouca depois de ter falhado o jogo de Outubro por lesão. Aboubakar terá a responsabilidade de substituir Jackson, uma vez que é o único ponta-de-lança convocado, tendo assim nova oportunidade para fazer uma gracinha ao Mauro Goicoechea.