18 de fevereiro de 2016

Moribunda, mas viva


Antes do jogo, por estar consciente das limitações do FC Porto para este jogo, só pedia que a equipa conseguisse trazer a eliminatória viva para Portugal. O 2-0 a favor do Dortmund deixa as coisas muito complicadas e só uma equipa com muita garra e vontade de vencer poderá anular esta desvantagem, mas dia 25 José Peseiro já poderá contar com Maxi, Danilo e Marcano, o que faz muita diferença.

Em relação a este jogo não há muito a dizer a não ser que esperava francamente mais dos alemães. Um golo na primeira oportunidade, outro à tabela e mais duas ou três oportunidades não são nada de impressionante contra um adversário que nem quatro defesas tinha disponíveis. Casillas e Indi fizeram exibições dentro do esperado, enquanto não se podia pedir mais a Layún, Varela, Ángel, Rúben Neves, Sérgio Oliveira e Marega porque nem costumam ser opções principais e/ou estavam a jogar fora das posições habituais. No entanto, admito que esperava mais de Brahimi - que fez um jogo esforçado mas pouco conseguido - e muito mais de Herrera e Aboubakar que até passaram a ideia de nem se terem esforçado.

Embora não tenha percebido a troca de Brahimi por André André durante a segunda parte, não vou culpar José Peseiro. Uma coisa é lançar um jogador da equipa B para jogar numa equipa minimamente entrosada - como aconteceu com Chidozie na Luz - e outra é ter dois dias para preparar a equipa para um jogo europeu e levar em cima, de uma assentada, com todo o mau planeamento do plantel.

É importante que os jogadores portistas se mentalizem que é possível reverter este resultado e que o melhor FC Porto é superior a este Borussia Dortmund. No Dragão o mínimo que se exige é que a equipa tente disputar a eliminatória e, dessa forma, limpe a imagem que deixou na Alemanha. Ninguém está a dizer que é fácil, mas também não é impossível.

17 de fevereiro de 2016

Trazer a eliminatória viva

Depois de um Gent - Wolfsburg, digno de uma pé-eliminatória da Liga Europa, a contar para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, eis que nos espera um Dortmund - FC Porto, um jogo de Champions a ser disputado a uma quinta-feira às 18 horas. É evidente que o FC Porto não poderia ter tido pior sorte no sorteio. Não só pelo valor do adversário ou pelo fantástico apoio que este tem por parte das bancadas quando joga em casa, mas também pelos problemas que José Peseiro enfrenta para formar a equipa.

Danilo e Maxi castigados, Maicon emprestado por problemas disciplinares, Chidozie não foi inscrito e Marcano está em dúvida. Caso o espanhol não recupere, será a estreia de Verdasca com a camisola da equipa principal do FC Porto, cenário que nem o próprio imaginaria há algumas semanas atrás. Mas nem tudo são más notícias. A vitória na Luz além da motivação que possa ter trazido, serviu de teste para este jogo frente ao alemães, uma vez que ambos - Benfica e Dortmund - partilham o facto de serem fortes no ataque e fracos na defesa. Cabe a jogadores e treinador dos azuis-e-brancos usar a experiência acumulada a jogar em ambiente hostil para controlar os nervos e não quebrar à primeira contrariedade.

A teoria é muito simples: o FC Porto, ao contrário do jogo na passada sexta-feira, não tem a menor obrigação de vencer. Neste caso, a pressão está toda do lado alemão que joga frente aos próprios adeptos contra um adversário desfalcado. Os portistas não precisam de fazer um resultado brilhante, basta ter a maturidade e calma suficientes para trazer um resultado que lhes permita vencer a eliminatória na segunda mão. Aí sim, num Dragão vestido de gala e com a equipa já próximo da máxima força, se poderá exigir a vitória (se necessária) e o passaporte para os oitavo-de-final. Neste momento só peço que a equipa se una e traga a eliminatória viva da Alemanha.

Os moinhos de vento e os inimigos reais


Ainda o Benfica 1-2 FC Porto se jogava e a imagem acima já rolava pelas redes sociais e era alvo da fúria portista. Dizia-se, entre outras coisas mais ou menos desagradáveis, que os jornalistas da TVI24 não conseguiam disfarçar a costela benfiquista e que este era apenas um dos exemplos. Claro que ir confirmar se o responsável pelo rodapé do já mencionado canal fez algo semelhante nos golos do FC Porto foi coisa que quase ninguém se lembrou fazer.



E não é que fez mesmo? Apesar da pouca pontaria nos nomes - que em poucos segundos foram corrigidos -, a forma como o golo foi transmitido foi a mesma. E é nestas coisas mesquinhas que por vezes se perde energias que deviam ser canalizadas para combater os inimigos reais. Como é o caso do próximo exemplo.

No jogo da primeira volta, também ele apitado por Artur Soares Dias, os especialistas em arbitragem quiseram transformar um lance banal na expulsão de Maxi Pereira.


Toda a análise ao lance pode ser lida aqui no blog, sendo a ideia geral é que o árbitro fez bem ao não dar cartão amarelo ao uruguaio. Aliás, nem falta assinalou sequer, uma vez que o jogo foi reatado com lançamento a favor do Benfica. Mas agora fica o teste para os mais atentos.

Lembram-se desta jogada em que Gaitán acaba por ficar lesionado depois de atingir Maxi e levar com o antigo colega de equipa em cima? O lance é parecido com o da primeira volta, certo? Lembram-se de alguém levar cartão amarelo nesta jogada ou de haver alguém a pedi-lo? E os analistas, o que disseram? A estas duas últimas respondo eu: não, ninguém levou cartão amarelo e não, nenhum dos ex-árbitros incluiu este lance nas respectivas análises. Parece que para essas pessoas a integridade física dos jogadores de algumas equipas valem mais que a de outras. Nada que me espante.