12 de março de 2016

Legalização das drogas leves pode trazer momentos hilariantes ao futebol

Jornal Sporting
Recentemente Duarte Gomes lançava a questão - porque não podem os árbitros ser adeptos de um clube? Como todos sabem, o próprio havia admitido num tempo não muito distante ser benfiquista colocando assim o ponto final na especulação criada pelas arbitragens em prol do clube do coração. A resposta é simples: é complicado ser juiz em causa própria.

Compreendo que é natural que qualquer pessoa já seja adepta de um clube muito antes de imaginar sequer a profissão que irá seguir um dia, mas, idealmente, também a classe jornalística também deveria ser isenta e, se possível, não ter qualquer preferência clubistica. Quando o mesmo não se verifica - o que parece ser tradição em Portugal -, o inesperado, e muitas vezes hilariante, acontece.

Se disparates como o que se encontra visível na imagem à direita são se esperar num jornal de um clube como é o caso, o que dizer da mesma mentira quando é reproduzida por um órgão alegadamente isento como é o jornal Record?

Record
Habituei-me com o tempo a deixar de dar importância a esta suposta liga da verdade que o jornal mais sensacionalista do grupo Cofina - seguido de muito perto pelo CM - gosta de fazer, mas tudo tem um limite.

Numa época como esta, em que Sporting e Benfica foram sendo alternada e sistematicamente empurrados para a frente, vir dizer que o FC Porto é, a par com o Paços de Ferreira, a equipa mais beneficiada da liga é das coisas mais absurdas que alguém poderia afirmar. Mais! Não fossem os recentes assaltos de que o FC Porto foi vítima, concretamente em casa com o Arouca e fora contra o Braga, estaria muito próximo do primeiro lugar ou até o ocuparia se o mergulho de Jonas tivesse sido punido como sendo isso mesmo, um mergulho.

Se este tipo de brincadeira tivesse uma origem inocente e não fosse não baixa e suja, até daria para rir, mas assim é só triste. Se esta gente é capaz de escrever estas alucinações quando supostamente estão lúcidas, imagino o que nos esperará caso algum dia as drogas leves venham a ser legalizadas. 

11 de março de 2016

Uma convocatória que confirma a necessidade de mudar

Em 18 dos convocados do FC Porto para a recepção ao União da Madeira, cinco começaram a época como jogadores da equipa B. João Graça, Francisco Ramos, Víctor García, Verdasca e Chidozie são chamados a uma luta que não estava destinada para eles. Sem querer tirar o mérito ou o valor a qualquer um deles, até porque o primeiro lugar na segunda liga não é obra do acaso, esta situação só é possível por dois motivos: mau planeamento do plantel e má preparação do mesmo.

É tudo menos normal que um plantel composto por 22 jogadores de campo aquando do fecho do mercado em Agosto chegue a esta altura a precisar de recorrer à formação secundária para mais do que preencher uma ou outra lacuna. Então cinco é quase surreal.

Como disse aqui, falta um director desportivo para planear a base do plantel a médio e longo prazo, assim como um staff para trabalhar na sombra, 365 dias por ano, na preparação física e psicológica de cada jogador para que cada um deles, jogue muito ou pouco tempo, muitas ou poucas vezes, esteja nas melhores condições possíveis para responder a cada chamada do treinador.

Se não é normal um plantel ter apenas três defesas-centrais, o que dizer caso o número desça para dois? E quem dá a cara pelo número anormal de lesões musculares que tem castigado grande parte do plantel? É urgente que o clube tome medidas para acabar com estas situações. Mais do que apurar responsabilidades, importa trabalhar para que situações como estas não se repitam.

10 de março de 2016

Inovar para voltar a reinar


Quando se olha em retrospectiva para esta época e para as duas anteriores, há uma coisa além dos campos inclinados a favorecer as equipas da capital que salta à vista: os jogadores do FC Porto parecem mal preparados física e psicologicamente para enfrentar aquilo que é um ano normal no Dragão. São lesões atrás de lesões, baixas de forma incompreensíveis e a incapacidade de alguns jogadores em fazerem dois jogos por semana. Tudo isto tem implicações directas no desfecho de cada partida e tem prejudicado em larga escala as pretensões azuis e brancas.

O que me leva a perguntar: o FC Porto confia aos treinadores a escolha da equipa médica? Então qual é o motivo para lhes confiarem cegamente a preparação física da equipa? É neste ponto que a administração do clube deve inovar. A tão famosa estrutura portista deixou-se apanhar, ou até mesmo ficar para trás, quando comparada com a dos rivais, mas tem de estar à frente de um clube com condições e argumentos para atrair os melhores profissionais nas mais diversas áreas.

Dito isto, proponho à SAD do FC Porto a criação de um departamento de apoio ao treinador. Além da habitual equipa médica, o clube deve contratar também nutricionistas e psicólogos a tempo inteiro, um preparador físico, um recuperador físico, um treinador de guarda-redes e um director desportivo. Este departamento seria responsável por auxiliar directamente o treinador em tudo o que rodeia a equipa para que este tivesse quase como única preocupação a vertente táctica do jogo.

A parte financeira deste projecto não me parece um problema quando se olha à quantidade de administradores e outros corpos que gravitam em torno da SAD, bem como a quantidade de dinheiro que é esbanjado anualmente em contratações duvidosas e mediação das mesmas. O único entrave seria mesmo o facto de a maioria dos técnicos já terem na equipa pelo menos o responsável pela parte física dos treinos. Mas mesmo este problema seria resolvido com a integração dos elementos da confiança do treinador na equipa técnica residente.

Este departamento facilitaria a integração dos novos treinadores, assim como o período de transição quando por qualquer motivo haja uma substituição no comando técnico da equipa. A preparação e recuperação física e psicológica dos jogadores seria inerente ao clube, deixando assim de ser aleatória tendo apenas em conta a competência ou incompetência do treinador ou a resistência natural de cada jogador. Por último, a presença de um director desportivo serviria os interesses do clube para o planeamento dos plantéis a logo prazo sem que com isso deixassem de ser satisfeitas as necessidades dos treinadores no imediato face à forma como idealizam o jogo. Além disso, serviria como uma voz de defesa do clube nas mais diversas situações, algo que é considerado por muitos uma lacuna no presente e num passado recente onde tal responsabilidade coube quase em exclusivo aos treinadores.

A grandeza do FC Porto não garante vitórias por si só, é preciso juntar-lhe muito trabalho. E se os pilares do clube são a ambição, o rigor, a paixão e a competência, há que lhes fazer manutenção constante porque têm sofrido muita degradação nos últimos anos, sendo que neste momento apenas o da paixão se mantém intacto.

8 de março de 2016

Exemplos práticos

«Andam alguns sportinguistas a dizer que se fala muito nos rivais (indo mais ao detalhe que eu e o treinador falamos demais no rival).
Então vamos tentar perceber se faz sentido falar ou não:
1 Ter um jogador, neste caso Slimani, perseguido e condicionado por algo que deveria ter sido decidido imediatamente com um arquivamento, deve ou não ser relembrado constantemente? Esse condicionamento a que está sujeito desde então não é já um castigo contínuo?
Estamos a tentar enganar quem? Desde a vergonhosa aceitação da queixa do benfica que Slimani está a ser constantemente "suspenso" a nível psicológico.
Mas não vamos falar nisto pois temos é de nos concentrar na nossa casa... O Slimani nem é nosso jogador nem é importante;
2 O Sporting CP tem sido alvo de uma campanha articulada e vergonhosa desde o início da época. Uma teia montada para denegrir, manipular e desestabilizar. Alguma "comunicação social" tem sido totalmente conivente com a mesma. Os mais visados têm sido o treinador e eu. Os autores, na sua grande maioria são assalariados ou simpatizantes do benfica. Já para não dizer que um deles é dirigente do clube.
Mas dizem que eu é que estou sempre a falar do vizinho.
Então vamos contar do outro lado quem está sempre a atacar o Sporting CP (e apenas vou dar alguns exemplos): pedro guerra, carlos janela, rui pedro brás, diamantino, gobern, camilo lourenço, nuno farinha do record, fernando guerra de a bola, mais futebol, gomes da silva, antónio figueiredo, octávio lopes, octavio ribeiro, revista sábado, joão gabriel...)
Mas afinal o benfica ataca ou não ataca? Está a utilizar a táctica do desprezo ou a táctica da guerra "suja" e constante?
Mas mandam as regras da "elevação" e do "não desgaste" não falar.
Eles podem mentir, dizer que não pagamos contas e salários, que temos perdões de dívida, pressionar os árbitros, chamar nomes ao Sporting CP e seus representantes, fingir chatices no balneário ou entre mim e o treinador... Isso não interessa para nada.
Mas a verdade é que o que é dito muitas vezes passa a ser verdade e o que eles querem é que nos calemos para que a sua manipulação e desestabilização funcione;
3 O escandaloso caso dos vouchers é arquivado...;
4 O último árbitro que teve coragem de marcar um penalti contra o benfica desceu de divisão e já foi na época passada... (para não falar das gravíssimas acusações por ele feitas que a CS difundiu mas deixou morrer com uma rapidez supersónica)...;
5 Jogadores de equipas adversárias vêm defender os jogadores do benfica em cada lance polémico. Eles dizem que não foram agredidos, eles dizem que não sofreram penaltis.
Mas o que se passa? Estes jogadores tristes com as injúrias sobre colegas de profissão ligam para a comunicação social, ou é a tal "comunicação social" que liga para eles? E liga porquê? Será que não têm o número do Adrien ou do João Mário para falarem dos socos que levaram? Ou do Gelson para lhes explicar como foi agredido com uma pisadela já no chão?
Como diz a canção "Love is in the air - o amor anda pelo ar".
(E escusa de vir o "lider" do belenenses, como li, falar. Se existe um Líder no belenenses devem primeiro avisar os seus associados, pois eles ainda não o descobriram. Eles merecem mais respeito pelo amor que têm a esse grande clube pelo qual tenho estima. Não me parece que mandar em apanha-bolas seja liderar nada. Quando tiverem um Líder a sério e um rumo independente e condizente com a sua grandeza eu responderei ao mesmo);
6 O benfica ainda não viu um atleta expulso esta época;
7 Neste último jogo renato sanches agrediu Bryan Ruiz podendo ter resultado numa perna partida. A equipa de arbitragem viu perfeitamente o lance e deu-lhe apenas cartão amarelo (ver foto anexa). Então ainda no túnel foi dito "entradas com a sola da bota é vermelho". Mas então o que é a sola da bota?
8 Mitroglou empurrou com o ombro e restante corpo o Adrien atingindo-o na cara. Isso foi na grande área. Então ombro na cara não é falta? No mínimo impedir propositadamente um atleta de prosseguir a sua marcha por obstrução ou carga não é falta?
Ler hoje nos jornais que o Adrien chocou contra o ombro do Mitroglou, é triste mas hilariante. Eu bem avisei num post anterior que quem ousa tocar nos cotovelos de jogadores do benfica arrisca-se a ser expulso, agora levar com um ombro na cara, a agressão é da cara... Outra explicação hilariante que li é que Mitroglou já lá estava para a dobra... Sim, com a pancada que deu na cara do Adrien tentou realmente dobrá-lo ao meio!
Já não têm vergonha nenhuma e tem de existir quem não tenha medo de denunciar toda esta "campanha";
9 Agarrar o Slimani dentro da área não é falta?
10 A constante falta de bom senso na nomeação dos árbitros e a não saída imediata de Vítor Pereira.
Nós sabemos que o mais importante é ganhar os jogos, mas quem não percebe que os dez pontos anteriores muitas vezes os decidem, não percebe de futebol.
O futebol fora das 4 linhas tem muita força e condiciona de facto os intervenientes do jogo.
Pelos superiores interesses do Sporting CP não me irei calar!»
Isto, meus senhores, foi escrito por Bruno de Carvalho. Se neste texto não negasse a evidente cotovelada de Slimani a Samaris no jogo da primeira volta, se admitisse que Adrien e João Mário, entre outros jogadores leoninos, são tão bons a dar pancada como os do Benfica e se assumisse que o Sporting andou meia época ao colo estaríamos perante um relato fiel do que tem sido o futebol português em 2015/2016.

Assim mais não é do que uma tentativa de desestabilização do rival Benfica, mas que, em primeiro lugar, tem o objectivo de defender o Sporting. Mais não seja para voltar a ter a ajudinha de quem apita que marcou a ritmo semanal as primeiras jornadas do campeonato e que após esse período foi aparecendo a espaços, porque esta guerra Benfica - Sporting recheada de acusações de benefícios por parte de arbitragem tem trazido ainda mais benefícios a ambos. Sim, é verdade, ambos têm razão! Bruno de Carvalho e companhia podem afirmar que o Benfica foi ajudado aqui e ali, assim como Luís Felipe Vieria e seus pares podem apontar o dedo às arbitragens em vários jogos do Sporting, mas há uma coisa que nenhum deles pode fazer, que é dizer que os outros não tem razão.

E onde fica o FC Porto no meio disto? Fica impedido de lutar pelo título porque não teve quem defendesse os interesses do clube desde o dia 1 deste campeonato e foi-se deixando ser prejudicado até chegar a este ponto em que só algo semelhante a um milagre lhe poderá valer o título de campeão, mas, curiosamente, são esses os mesmos que prontamente decidiram entregar ao departamento jurídico as declarações de Carlos Abreu Amorim que os acusa de se terem acomodado e de serem milionários que enriqueceram no clube e sem causa. No entanto, é a palavra "nepotismo" que me parece ser o alvo dessa resposta abrupta por parte da SAD, só não percebo é o motivo...

Uma coisa é certa, enquanto que estiver à frente do clube não o defender com a mesma energia que defende a si próprio será difícil que o FC Porto volte a ser um clube vencedor.

Todo o ladrão tem direito a um advogado

Carlos Xistra prejudicou o FC Porto em campo e passou impune no grande tribunal que é a comunicação social. Isto só é possível porque a grande maioria acordam e adormecem a pensar em tons de verde e/ou vermelho - logo por aqui já não estava à espera de uma capa d'A Bola a dizer "Xistra decidiu o que já estava decidido" - e também porque órgãos como O Jogo, muitas vezes acusados de favorecerem os dragões, estão presos a uma regra estúpida: só trazer para a capa as jogadas em que José Leirós, Pedro Henriques e Jorge Coroado estejam de acordo. Como já referi por aqui, o jornal, nestes casos, é refém da opinião de três indivíduos de seriedade bastante discutível, como se pode ver mais uma vez na análise ao Braga - FC Porto.


Desta vez coube a Pedro Henriques fazer de advogado do diabo e negar as evidências. José Leirós e Jorge Coroado mais não fizeram do que admitir o óbvio: Ricardo Ferreira cometeu duas faltas para grande penalidade e escapou em ambas. Recordo que em qualquer das situações o jogo estava ainda empatado a zero e que, em abono da verdade a segunda seria já impossível de acontecer porque o jogador teria sido expulso ainda antes da meia hora de jogo caso a primeira fosse assinalada. 

Eficácia e classe muito
características no líder do campeonato
Curiosamente foi dada nota 7 (de 1 a 10) a um jogador que cometeu duas infracções na própria área e que na melhor das hipóteses, uma vez que aos 21 minutos de jogo levou cartão amarelo, jogaria apenas até ao minuto 56 imaginando que seria castigado com um cartão apenas em cada um dos penáltis. Aparentemente, infringir as regras e escapar com a conivência do árbitro é agora sinal de eficácia e classe...

José Leirós também merece destaque porque insiste em dar-me razão quando digo que o painel do Tribunal O Jogo muda de opinião quase ao mesmo ritmo que os árbitros vão empurrando as equipas da segunda circular para o topo da tabela. No jogo FC Porto - Moreirense, o ex-árbitro em questão recusou-se a aceitar como justificação para a grande penalidade assinalada a favor dos azuis e brancos um toque na perna de Maxi simultâneo ao toque na bola por parte do defensor cónego; no Braga - FC Porto, Indi não foi abençoado com a mesma benevolência e viu José Leirós validar a decisão de Carlos Xistra em exibir-lhe o segundo amarelo.

Carlos Xistra não só prejudicou o FC Porto em Braga como ainda tirou Indi e Danilo do próximo jogo. Se compararmos as situações em que viram os respectivos cartões com as várias semelhantes protagonizadas pelos da casa somos forçados a perguntar se tudo isto não foi premeditado. Fica ao critério de cada um, não façam é como a tripla Leirós, Henriques e Coroado.

7 de março de 2016

O campeonato acabou na véspera

"Calma, eu estou aqui" - Xistra ao estilo de Ronaldo
O resultado do dérbi lisboeta foi o pior possível para o FC Porto. O Benfica passou para o primeiro lugar e notou-se desde cedo em Braga um comportamento por parte do árbitro que só com muita sorte permitiria aos dragões sair da pedreira com os três pontos. O FC Porto não fez um jogo brilhante, longe disso, mas Carlos Xistra inclinou sempre o campo a favor da equipa da casa. Djavan deveria ter visto o cartão logo na primeira jogada do encontro, mas depois disso, tanto ele como Baiano, fartaram-se de fazer faltas até verem o amarelo. A mesma sorte não teve André André que à primeira oportunidade ficou condicionado para o resto do jogo. Comparem com Renato Sanches, que no dia anterior só à nona falta foi penalizado com o cartão amarelo e para isso até teve de fazer falta para vermelho. A bola passou por baixo do braço de Suk? Falta contra o Porto. O defesa do Braga corta a bola com a mão dentro da grande área? Casual. O Marafona cai sozinho na pequena área? Falta contra o Porto. O mesmo defesa bracarense coloca os braços sobre Suk, cai e derruba o coreano no interior da grande área da equipa da casa? Pontapé-de-baliza. Foi contra isto que o FC Porto jogou o jogo todo. E perdeu. E ficou com o primeiro lugar bem longe e o segundo pouco mais próximo.

Como já referi, os azuis e brancos não tiveram uma exibição de sonho, mas dominaram por completo a primeira parte, tendo criado várias oportunidades para marcar e consentindo apenas uma ao Braga. Oportunidade essa que nasceu de uma falta clara de Hassan sobre o Danilo que só o árbitro não viu. E o que fez ele depois? Expulsou José Peseiro do banco. A justificação oficiosa é que sem chiclete na boca ninguém pode sair da área técnica e muito menos protestar. Já me esquecia, saber coisas do ano passado também não prejudica nada.

A segunda parte foi diferente, mais dividida, com um Braga mais atrevido que nos primeiros 45 minutos e que viu um golo cair-lhe completamente do céu. Maxi ainda empatou mas o FC Porto continuou a jogar como se ainda estivesse a perder e sofreu dois golos absolutamente evitáveis. Antes disso, José Peseiro cometeu o que, para mim, foi o maior erro da noite: trocou Aboubakar por Suk. E aqui chego aos outros responsáveis por mais uma derrota, que são jogadores e equipa técnica.

O FC Porto não pode continuar a jogar em 4-4-2 - cada um pode dizer o que lhe apetecer e a comunicação social desenhar a equipa em 4-3-3, em 4-2-3-1 ou como lhe apetecer que não faz disso verdade - só com um extremo e com um ponta-de-lança. Não percebo o que um treinador pretende alcançar com o André André como extremo e o Herrera ao lado do ponta-de-lança. basta olhar para a equipa em campo para se ver isso. Eu sei que Corona e Aboubakar estão uma verdadeira miséria, mas começa a ser vergonhoso ter de recorrer a médios para jogar no centro da defesa, nas alas e no ataque. Para que serve a equipa B?

O FC Porto tem bons jogadores na formação secundária, principalmente no ataque. Gleison, Ismael e André Silva têm mais de 30 golos entre eles na segunda liga. Existe um jogador chamado Cláudio, que ainda não percebi se é ponta-de-lança ou extremo e, pelo pouco que vi dele, duvido que venha a ser jogador para a equipa principal. Neste momento preferia vê-lo a ele em campo em vez do Aboubakar ou do Corona, tal é a minha descrença nesta dupla face às exibições do último mês. Não está em causa o valor, o profissionalismo ou até o potencial de ambos, mas neste momento não dá.

José Peseiro tem de melhorar muito se quiser chegar pelo menos até ao fim do contrato. No FC Porto é fulcral agir em vez de reagir e, neste jogo frente ao Braga, desde cedo se percebeu que André André e Rúben Neves estavam a mais. Não era preciso ter sofrido um golo para os substituir. O será que é mais fácil ir atrás da vitória a perder por 1-0? Sim, porque no FC Porto, salvo raras excepções, é obrigatório ir atrás da vitória. 

A partir de hoje faltam 9 jogos para terminar o campeonato e a final da Taça de Portugal e pelo menos uma semana de preparação entre cada um deles. Assim sendo, não admito outro cenário que não seja uma equipa em crescendo exibicional, 27 pontos e a vitória no Jamor. Não foi José Peseiro que construiu este plantel e por isso está livre de culpas em muitas das coisas que têm acontecido, mas esta equipa tem mais do que obrigação de ganhar a qualquer um dos restantes adversários. No final fazem-se as contas.