19 de setembro de 2016

A pré-época mais longa da História no clube mais confuso da actualidade


André Silva, Corona, 4-3-3, Adrián dispensado, André André, Danilo, Herrera, 4-2-3-1, Adrián titular na pré-eliminatória da Champions, Brahimi dispensado, Óliver, Depoitre, Marcano, 4-4-2, Boly, Brahimi titular... Percebeu alguma coisa? Eu não. Ninguém percebeu, principalmente os jogadores, e é aí que está um dos problemas do FC Porto. Seria de esperar que as coisas estivessem mais que consolidadas após uma pré-temporada iniciada ainda o mês de Abril era uma criança. Mas não, já na segunda metade de Setembro temos ainda um treinador a testar tácticas e jogadores. Que sentido faz isto?

Um dos problemas apontados a Lopetegui era o da rotatividade excessiva. O que faz a primeira verdadeira aposta de Pinto da Costa - com todo o respeito para Peseiro - para esquecer o técnico espanhol? Exactamente a mesma coisa e com os mesmos resultados. Não se diz por aí que loucura é repetir os mesmos erros e esperar resultados diferentes?

E o mesmo serve para toda a gente ligada ao clube. Não é só quando não se vence que se apontas as arbitragens habilidosas. As queixas no final dos jogos em Alvalade e Tondela deveriam ter-se ouvido também no final dos jogos no Dragão frente a Estoril e Vitória de Guimarães e na deslocação a Vila do Conde. Não são os três pontos que eliminam os penáltis por assinalar, os golos mal anulados, os fora-de-jogo mal assinalados, as faltas duras que os adversários se dão ao luxo de repetir sem que vejam qualquer cartão e por aí fora. O FC Porto não pode aceitar que os seus jogadores sejam sancionados à primeira oportunidade quando passam os jogos a serem vítimas de faltas piores que escapam com um aviso e quando os rivais Benfica e Sporting têm a liberdade de fazerem em campo quase tudo o que lhes apetece.

Não é agora que chegou a hora de acordar. Esta merda já dura há três épocas e vai a caminho da quarta sem que ninguém faça nada para o impedir. Acordem!